Ponte sobre o Rio Paraíba, em Atalaia, na BR-316, tem 50 anos e nunca passou por manutenção; ela suporta peso maior do que foi projetada e precisa ser alargada para contemplar pedestres.

São cerca de quatrocentas delas espalhadas pelas rodovias federais e estaduais de Alagoas. Muitas foram construídas há mais de 40 anos e nunca passaram por uma restauração. Outras foram projetadas para receber uma carga muito abaixo da que está sendo submetida atualmente.
O Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes (Dnit), órgão federal responsável pelas Obras de Arte Especiais (OAE), como são chamadas as pontes na linguagem rodoviária, não possui, em Alagoas, estrutura para fazer a manutenção nas 101 pontes que existem nas BRs que cortam o Estado. Preocupado, o Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER) solicitou um levantamento completo para saber qual a situação das pontes das rodovias estaduais. O diagnóstico deve ficar pronto em novembro.
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Para Dnit, dez pontes “preocupam”
Até o ano de 2003, quando foi criado o Sistema de Gerenciamento de Obras de Arte Especiais (SGO), o Brasil não tinha idéia da situação em que se encontrava as pontes das rodovias federais do País.
O SGO, ligado ao Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR), com sede no Rio de Janeiro, permitiu que fosse feito um diagnóstico de todas as OAEs de responsabilidade do governo federal.
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Obras só são realizadas em casos críticos
O engenheiro-chefe da Unidade Local 1 do Departamento Nacional de Infra-estrutura (Dnit) em Maceió, Carlos Manoel Melo, é o responsável pelas inspeções que vão passar as informações para o Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR), no Rio de Janeiro, órgão do Dnit que dispõe de estrutura para vistoriar as pontes. É para lá também que vão as informações do Serviço de Gerenciamento de Obras de Arte Especiais (SGO).