Pela relação que foi divulgada pelos organizadores da possível paralisação de caminhoneiros amanhã, dia 01 de agosto,até o momento estão previstas paralisações em 29 pontos localizados em rodovias de 8 estados. Mato Grosso tem 5 pontos de paralisação, Minas Gerais 8 e Bahia 7. Totalizando 20 dos 29 pontos. São Paulo tem 2, Sergipe 2 e Santa Catarina também. Rio Grande do Sul e Espírito Santo tem 1 cada. Agora a tarde foram informados mais 04 pontos, por outro grupo, na BR-393 entre Volta Redonda, Três Rios  e Além Paraíba. Demais estados até o momento sem pontos previstos de paralisação. O líder do movimento é Gilson Bataca que comanda o Movimento dos Transportadores de Grãos e Derivados (MTG), de Mato Grosso. Bataca já organizou outras paralisações que prometiam ser nacionais mas que tiveram relativamente pouca adesão a nível nacional. Ele também foi candidato em 2016 a Vereador em Lucas do Rio Verde (MT) mas não conseguiu se eleger.

Apesar da revolta da classe, sindicatos e movimentos que dizem representar caminhoneiros tem caído em descrédito nos últimos anos. A categoria não se sente representada e há divergências entre os interesses dos motoristas empregados e dos autônomos, bem como do uso que embarcadores, os chamados donos da carga, fazem desses movimentos. O foco desta paralisação é pedir a revogação do aumento de combustível imposto pelo Governo na semana passada.

O fato é que caminhoneiros estão a beira de um ataque de nervos, devido as péssimas condições de trabalho, baixo valor do frete e aumentos dos custos, e ninguém sabe como esse tipo de movimento evolui e suas consequências. Por outro lado, já ficou comprovado que pagar sindicato para cuidar dos interesses dos caminhoneiros também não está funcionando.

Neste sentido a mudança da legislação trabalhista que torna facultativo esse pagamento, está deixando em pânico muitos sindicalistas que sempre usaram a categoria em benefício próprio. Cabe aos profissionais do setor separar o joio do trigo e só fortalecer quem trabalha em defesa dos caminhoneiros. Há muitos que servem quem os explora, são os chamados pelegos de plantão. Muitos há 20 , 30 anos ou mais liderando sindicatos. São eternos nos cargos e convivem mais com quem explora os motoristas do que os próprios caminhoneiros. Aparecem nas entrevistas, falam em nome dos caminhoneiros, e há até quem nunca dirigiu um caminhão ou está há mais de 30 anos longe do volante.

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