Tarifas para automóveis devem variar de R$ 5,15 a R$ 16,55 por ponto de cobrança. Atravessar a BR-262 entre Três Lagoas e Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, custará R$ 57,60.
A cobrança de pedágio e as obras de duplicação da Rota da Celulose, em Mato Grosso do Sul, devem começar em 2027. A concessionária Caminhos da Celulose apresentou, nesta segunda-feira (26), em Campo Grande, a frota que já presta atendimento nos 870,3 quilômetros concedidos.
A malha reúne trechos da BR-262, BR-267, MS-040, MS-338 e MS-395. O contrato, de 30 anos, prevê investimentos de cerca de R$ 10,1 bilhões.
Quanto vai custar o pedágio
Pelo contrato, o pedágio começa a ser cobrado em fevereiro de 2027, pelo sistema free flow. Nesse modelo não há praças físicas: os veículos são identificados por câmeras e sensores instalados em pórticos sobre a pista. Serão 12 pontos de cobrança, com 14 pórticos: quatro pontos na BR-262, quatro na BR-267, três na MS-040 e um na MS-338.
Levantamento do Escritório de Parcerias Estratégicas (EPE) de Mato Grosso do Sul indica os seguintes valores para automóveis, já com o desconto de 8% oferecido no leilão de maio de 2025:
Os veículos de carga pagam conforme o multiplicador de sua categoria. O pagamento poderá ser feito por tag eletrônica, com desconto, ou pela leitura da placa. Nesse caso, o motorista tem até 30 dias para quitar a tarifa nos canais da concessionária e evitar a autuação por evasão.
O início da cobrança depende do cumprimento das obrigações contratuais e de autorização da Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos (AGEMS). Uma das exigências imediatas é concluir a roçada nos 870 km até 6 de novembro. Fiscais da agência apontaram mato invadindo a pista, acostamentos encobertos e árvores caídas. Se a exigência não for cumprida, a concessionária pode ser multada e o início do pedágio pode ser adiado.
Duplicação da BR-262
A BR-262 terá mais de 100 quilômetros duplicados entre Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. “A duplicação está prevista para começar já no ano que vem, em 2027, com 10 quilômetros de duplicação, a partir de Campo Grande em direção a Ribas do Rio Pardo. Nós já estamos trabalhando no projeto, é um trecho desafiador, com muitas interferências”, afirmou o presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno.
Estudos técnicos estão em andamento para definir um pavimento que suporte o tráfego crescente de caminhões da indústria de celulose. O contrato prevê ainda:
- 292 km de faixas adicionais;
- 46,72 km de acostamentos, principalmente na MS-040;
- quatro contornos rodoviários, um viaduto e duas passagens inferiores;
- 22 passagens de fauna.
- Atendimento e estrutura
A operação conta com 56 veículos: 13 ambulâncias, incluindo uma unidade 100% elétrica, 19 guinchos, caminhões-pipa, guindautos e viaturas de inspeção e supervisão. As 13 bases do Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU) ficam prontas em 2027. Até lá, as equipes funcionam em estruturas provisórias. O atendimento é feito pelo 0800 040 6267.
A concessão prevê também oito bases da Polícia Rodoviária, três Pontos de Parada e Descanso para caminhoneiros e um Centro de Controle Operacional na BR-262. Segundo a concessionária, devem ser gerados cerca de 1.830 empregos diretos e indiretos nos municípios atendidos: Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Três Lagoas, Água Clara, Santa Rita do Pardo, Bataguassu, Anaurilândia, Nova Andradina e Nova Alvorada do Sul.















