BR-040 tem novo limite de velocidade máxima, entre o Trevo de Ouro Preto e o Pedágio de itabirito. Foto: Divulgação

Cansei de ouvir motoristas criticando os limites de velocidade estabelecidos nas  estradas brasileiras. Há quem acredite que é determinado por um engenheiro mal humorado ou roda presa, como dizem.  Outros que faz parte da estratégia da indústria da multa.

Quando ouço isso costumo perguntar ao suposto especialista: Quantos metros você precisa para parar seu veículo numa emergência em rodovia com limite de 100km/h de dia e a noite?

É suficiente para que o gênio da velocidade perceba que nunca refletiu realmente sobre o tema. Afinal, o que é importante não é qual o limite de velocidade mas sim quantos metros preciso para parar numa situação de risco, o que inclusive varia muito conforme o horário e condições climáticas.

Velocidade máxima?

A velocidade máxima de circulação dos veículos depende de estudos do órgão responsável pela rodovia. É preciso levar em conta as características técnicas da via, as condições e volume do tráfego, o relevo, entre outros fatores.

É fundamental saber quantos metros são necessários para o veículo parar no caso, por exemplo, de uma carreta tombada na pista. Outro aspecto importante é a visibilidade. Numa rodovia com muitas curvas, é preciso velocidade mais baixa. Afinal, depois da curva pode ter uma surpresa nada agradável.

Os engenheiros costumam chamar de velocidade diretriz, o que traduzindo significa que fazem um cálculo considerando o ponto crítico na pista, a distância necessária para frenagem e ainda colocam um limite um pouco maior que o necessário prevendo a margem de erro dos motoristas. Afinal, nem todos reagem da mesma forma, sem considerar a diferença dos próprios carros. Um modelo sofisticado e moderno tem mais recursos de frenagem.

Você na rodovia

Agora, vamos imaginar que você está trafegando na rodovia e perde o controle do carro porque surgiu um animal na pista e capota numa curva. Seu carro fica ali, no meio da estrada, você apavorado pensando em como sair do veículo antes que alguém venha na sua direção. Nessa hora você vai preferir que o engenheiro tenha calculado uma velocidade mais baixa para todos os motoristas ou que ele tenha chutado o pau da barraca estabelecido um limite mais tolerante para os apressadinhos? Precisa responder?

Pois é, esta é a diferença entre fazer parte das estatísticas de mortos e inválidos do DPVAT e da PRF, ou sobreviver. Portanto, não pratique e não tolere o excesso de velocidade. Alguns quilômetros a mais no velocímetro podem ser a diferença entre a vida e a morte.

Rodolfo Rizzotto – Coordenador do SOS Estradas – versão em áudio abaixo

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