A recente inauguração de um trecho da Rodovia das Cataratas (BR-469), em Foz do Iguaçu no Paraná, trouxe melhorias para o tráfego de veículos, mas acendeu um alerta importante: a ausência de passarelas para pedestres coloca moradores em situação de risco constante.
Falta de passarelas expõe população ao perigo
Apesar da liberação de aproximadamente 7 quilômetros da rodovia, nenhum ponto conta com estrutura segura para travessia de pedestres. A situação obriga moradores a atravessarem a via entre carros em alta velocidade, aumentando significativamente o risco de acidentes.
Pessoas estão pulando muretas e improvisando caminhos para cruzar a rodovia, prática que evidencia a falta de planejamento voltado à segurança de quem vive na região.
Obra melhora trânsito, mas ignora mobilidade urbana completa
A duplicação da Rodovia das Cataratas é considerada estratégica, especialmente por ser o principal acesso ao Parque Nacional do Iguaçu, um dos destinos turísticos mais importantes do Brasil.
No entanto, especialistas em mobilidade urbana apontam que grandes obras viárias precisam contemplar não apenas veículos, mas também pedestres e ciclistas — algo que não ocorreu neste caso.
Sem passarelas, sinalização adequada ou rotas alternativas, a população local acaba sendo diretamente prejudicada, enfrentando dificuldades diárias para se deslocar com segurança.
Impacto direto na vida dos moradores
Além do risco físico, a falta de infraestrutura adequada também afeta a rotina dos moradores e o comércio local.
Aumento no tempo de deslocamento
Dificuldade de acesso entre bairros
Queda no movimento de estabelecimentos
Travessias perigosas constantes
A ausência de soluções imediatas faz com que a população precise se adaptar por conta própria, muitas vezes colocando a própria vida em risco.
Cobrança por soluções e falta de prazo
Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem informa que o projeto de duplicação da BR-469, elaborado pelo DNIT, não prevê a implantação de passarelas para pedestres, tendo sido enviado ofício ao órgão federal relatando as demandas recebidas pelo DER/PR quanto à instalação dessas estruturas.
Por tratar-se de rodovia federal, atualmente recebendo obra administrada pelo DER/PR, caberá ao DNIT elaborar o projeto executivo de engenharia das novas passarelas para pedestres, bem como definir as soluções para execução das obras. Atualmente, não está prevista a inclusão desses serviços na obra.
Enquanto isso, moradores seguem cobrando medidas urgentes, como a construção de passarelas e acessos seguros.
Conclusão
A inauguração da Rodovia das Cataratas representa avanço na infraestrutura viária, mas evidencia uma falha crítica: a falta de atenção à segurança dos pedestres.
Sem intervenções rápidas, o problema pode resultar em acidentes graves e comprometer a qualidade de vida da população local.
Estradas.com.br , com informações do H2 FOZ












