A poda de árvores é fundamental para evitar situações de risco para os cegonheiros e demais usuários

A iniciativa, que busca prevenir acidentes e avarias nos veículos carregados pelas carretas, tem equipes trabalhando em oito estados

O programa permanente de poda preventiva de árvores do Sindicato Nacional dos Cegonheiros (Sinaceg) alcançou aproximadamente 10 mil quilômetros de rodovias somente em 2025, segundo dados atualizados da entidade.

Com investimento de R$ 3,8 milhões no período, a iniciativa atua em corredores logísticos de oito estados brasileiros para reduzir riscos de acidentes e evitar danos a veículos zero-quilômetro transportados por caminhões-cegonha.

Os trabalhos abrangem trechos das BRs 101, 104, 116, 153, 232, 253, 259, 267 e 316, além das rodovias estaduais MG-133 e MG-333. As intervenções ocorrem na Bahia, em Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Espírito Santo, Minas Gerais, Tocantins e São Paulo.

Segundo o Sinaceg, trata-se do maior serviço privado de poda de árvores em rodovias do país. Desenvolvido de forma contínua, o programa busca eliminar obstáculos antes que provoquem acidentes (sinistros), prejudiquem as cargas ou obriguem os motoristas a realizar manobras de emergência que podem colocar em risco outros usuários da via.

A manutenção é especialmente importante para os caminhões-cegonha, que transportam automóveis distribuídos em plataformas de diferentes alturas. Galhos que avançam sobre as pistas podem atingir carrocerias, vidros e outros componentes, além de comprometer a circulação de veículos de grande porte.

Márcio Galdino, presidente regional do Sinaceg e responsável pelo programa, afirma que a experiência demonstra a importância de incorporar a prevenção à rotina de conservação das estradas.

“Quando se fala em segurança rodoviária, normalmente pensamos no asfalto, na sinalização e na fiscalização. Mas um galho avançando sobre a pista também representa um perigo. Para quem transporta veículos novos, esse cuidado é fundamental. Não podemos esperar que um acidente aconteça para resolver um problema que poderia ter sido evitado”, afirma.

O trabalho é realizado por equipes próprias e empresas especializadas, com intervenções planejadas de acordo com as condições da vegetação e as necessidades de circulação. A iniciativa beneficia não apenas os cegonheiros, mas também motoristas de ônibus, caminhões de outras modalidades e veículos de passeio.

Em balanço anterior, o sindicato havia registrado 2.652 quilômetros de serviços executados entre janeiro e dezembro de 2025, considerando os trechos de ida e volta. O levantamento mais recente, que aponta aproximadamente 10 mil quilômetros no mesmo ano, amplia significativamente a dimensão informada da operação.

Galdino ressalta que as informações repassadas pelos profissionais que percorrem diariamente as estradas contribuem para orientar as intervenções.

“Grande parte das intervenções nasce da vivência de quem está diariamente na estrada. A poda preventiva evita acidentes, reduz prejuízos e melhora as condições de circulação em trechos sensíveis, com impacto positivo para todo o tráfego”, afirma.

Paulo Cícero da Silva, supervisor de Podas do Sinaceg e coordenador do programa desde sua criação, destaca que o manejo da vegetação é uma atividade permanente, necessária para acompanhar o crescimento das árvores e as mudanças nas condições das rodovias.

“A poda preventiva é fundamental para garantir a segurança nas rodovias. O manejo correto da vegetação melhora a visibilidade, reduz riscos de acidentes e evita danos às cargas, especialmente em trechos mais sensíveis, beneficiando todos que utilizam a estrada”, afirma.

 

O trabalho da equipe do Sinaceg beneficia todos os usuários da via e contribui para evitar acidentes (sinistros)

A experiência acumulada ao longo dos anos também permite identificar pontos críticos e organizar as frentes de trabalho. Entre as regiões atendidas estão corredores que conectam polos industriais, centros de distribuição e importantes rotas de transporte de veículos novos.

Embora os responsáveis pelo programa relatem que as ações já contribuíram para evitar acidentes e danos às cargas, não há um levantamento consolidado que permita quantificar essas ocorrências.

A manutenção adequada da vegetação também pode melhorar a visibilidade da sinalização e manter livre o espaço necessário à circulação de veículos altos. As intervenções devem seguir critérios técnicos e ambientais, respeitando as características de cada trecho e as exigências dos responsáveis pelas vias.

O Sinaceg reúne mais de cinco mil transportadores de veículos zero-quilômetro no país e defende que a conservação preventiva seja tratada como parte permanente da infraestrutura rodoviária, com participação de concessionárias, órgãos públicos e representantes do setor.

“Como entidade nacional, é compromisso do Sinaceg atuar de forma contínua para garantir mais segurança nas rodovias e melhores condições de circulação e trabalho para todos que dependem delas”, conclui Galdino.

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