
Atualização do Governo de Alagoas foi divulgada na noite dessa terça-feira (3)
Subiu para 16 o total de pessoas mortas no grave sinistro (acidente) na AL-220 envolvendo um ônibus clandestino, que foi locado pelo perfeito de Coité do Nóia (AL), Bueno Higino da Silva.
A confirmação de mais uma morte – uma criança, de 4 anos, do sexo masculino – foi feita pelo Governo de Alagoas, na noite dessa terça-feira (3). Ela estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Santana do Ipanema (AL). Além disso, os 18 feridos continuam internados em hospitais da região onde ocorreu o sinistro.
Sepultamento
Os corpos dos romeiros, entre crianças e adultos, foram recolhidos pelo Instituto Médico-Legal (IML). O sinistro ocorreu na manhã dessa terça-feira (3), em São José da Tapera (AL), no Sertão alagoano, e envolveu um ônibus Scania, que não tinha autorização da ANTT para realizar a viagem, conforme apurou o Estradas.
Além disso, a reportagem também apurou que o veículo não possui o Certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente, assim como não possui a Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.
De acordo com informações obtidas pelo portal Estradas.com.br, o ônibus envolvido no capotamento na AL-220, da marca Mercedes-Benz, modelo Busscar Jum Buss, com pelos menos 15 mortos e dezenas de feridos, também tem um multa, em aberto, aplicada pela PRF, por excesso de velocidade.
Segundo o prefeito Bueno Higino da Silva, ele contratou 17 ônibus e levou cerca de 800 pessoas na viagem, entre Coité do Nóia (AL) e Juazeiro do Norte (CE).
Veja na íntegra a nota oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT):
“A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informa que o veículo envolvido no acidente ocorrido nesta terça-feira (3), em São José da Tapera (AL), realizava transporte clandestino de passageiros.
O ônibus, de placa JJB3D75, não possui habilitação na ANTT. Não possui certificado de Segurança Veicular (CSV) ou seguro de responsabilidade civil vigente. Além disso, não havia Licença de Viagem (LV) referente ao deslocamento realizado.
A ANTT acompanha o caso junto aos órgãos competentes e segue com as ações de fiscalização para coibir o transporte clandestino no país.”
Irresponsabilidade
Como se trata de viagem interestadual, fica evidente que o prefeito não demonstrou preocupação em obter ou exigir a autorização para a viagem, bem como o seguro de responsabilidade civil e o CSV. Como eram 17 ônibus, há indícios de que os demais também possam ter irregularidades e possivelmente contavam com a falta de fiscalização.
O trajeto de mais de 550 quilômetros pode ter causado fadiga no motorista. A saída de pista, seguida de capotamento é um indício. O trajeto mescla rodovias estaduais como federais.
Ônibus tem 25 anos e multa por excesso de velocidade há 10 dias
O veículo foi fabricado em 2001 e aparece como registrado em nome de uma pessoa física, cujas iniciais são: M. M. S. Entretanto, o Estradas encontrou em um rede social da Preto Tur, empresa que informa operar há mais de dez anos no setor e colocou uma nota de pesar aos passageiros e familiares. Nas mensagens dessa rede social chama atenção a chamada “Motivos para viajar conosco”: 1-Segurança 2-Responsabilidade 3-Conforto.




