Com os valores dos pedágios anunciados pela concessionária da rodovia BR-163, em Mato Grosso do Sul, a CCR MSVias, parlamentares da a bancada federal do Estado estiveram nessa quinta-feira (10) na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), para questionar esses valores acima daquilo que foi estipulado anteriormetne.

De acordo com o senador Waldemir Moka (PMDB), a bancada sul-mato-grossense questionou exatamente a diferença entre o que foi previsto em 2014, uma média tarifária na ordem de pouco mais de R$ 4,38, para a média anunciada no valor de R$ 6,48.

“Isto significa que, em um ano, houve um aumento nas perspectivas tarifárias na ordem de 48%, algo fora de qualquer razoabilidade, o que está revoltando a população mais diretamente alcançada pela utilização da rodovia”, comentou Moka.

Conforme previsto em contrato, a autorização para o início da cobrança de tarifas nos pedágios, começa a partir da próxima segunda-feira (14), que ocorre após a conclusão de 10% da extensão prevista para duplicação.

Segundo o presidente da ANTT, Jorge Bastos, as tarifas tiveram seus cálculos estabelecidos a partir de levantamentos estatísticos e de custos realizados em maio de 2012, e não a partir de 2014, daí a elevação de custos.

Porém, segundo Moka, nem assim ficam explicados alguns índices utilizados pela empresa vencedora da concessão da BR-163, como, por exemplo, de 0,66% para “compensação dos benefícios a caminhoneiros” que mantêm suspenso o último eixo dos veículos. Com a cobrança deixar de ser um benefício e acaba sendo pago.

No quesito das obras não previstas no edital de licitação, segundo Moka, torna-se necessário uma melhor avaliação desses custos e do real impacto que eles passaram a ter no momento do estabelecimento das tarifas a serem cobradas já.

Como o presidente Jorge Bastos argumenta com a obrigação da agência no cumprimento do contrato com a empresa concessionária, ficou marcada para a próxima terça-feira (15) uma reunião técnica na sede da ANTT.

Nesse encontro de trabalho participarão técnicos consultores do Senado Federal e da Câmara dos Deputados com os técnicos da própria Agência.

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