Durante a limpeza do terreno, etapa que permite o avanço das obras de duplicação da BR-116/RS, as espécies arbóreas ameaçadas de extinção e imunes ao corte são identificadas, avaliadas e realocadas para áreas com características similares às de origem. Já aquelas indicadas para supressão entram para as estatísticas do plantio compensatório. No entanto, alguns desses indivíduos vêm sendo doados, com o acompanhamento da equipe de Gestão Ambiental das obras.

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Cerca de 30 jerivás localizados em trecho do lote 03 foram doados para Prefeitura de Tapes. No dia 28 de agosto, profissionais da administração municipal foram até o local para remover as árvores com auxílio de maquinário cedido pela empreiteira responsável. “Estes jerivás, que antes seriam suprimidos, agora terão outra finalidade na própria cidade”, comenta o biólogo da Gestão Ambiental, Eduardo Kessler.

Segundo a bióloga da Prefeitura, Elisa Centeno, os exemplares serão realocados para uma Área de Preservação Permanente (APP) nos molhes do município, que é banhado pela Lagoa dos Patos. “Já estávamos plantando mudas de jerivás no local e essa oportunidade veio em ótima hora. Esta árvore tem tudo a ver com praia e é nativa da nossa região”, afirmou.

Material lenhoso ganha fim social

A partir de convênios firmados com as prefeituras dos onze municípios diretamente interceptados pela duplicação da BR-116/RS, o DNIT também disponibiliza para doação o material lenhoso resultante das atividades de supressão da vegetação. Um bom exemplo pode ser verificado em Turuçu, onde o Executivo Municipal utilizou parte da lenha para construir uma pequena ponte de acesso para comunidade lindeira à BR-116/RS. A estrutura está localizada nas proximidades do km 488, no lote 09.

Fonte – Ascom

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