O Governo de Minas Gerais decidiu privatizar a BR-135, no trecho de 301,20, quilômetros entre Montes Caros a BR-040, na única opção de acesso a Belo Horizonte, e fixou o pedágio a R$ 6,40. A empresa interessada em assumir a  concessão tem de fazer a proposta para 30 anos de exploração, orçada em R$ 2,057 bilhões. No dia 30 de maio será realizada audiência pública em Montes Claros para discutir com a população essa obra. No ano de 2010 a rodovia foi reformada e ampliada pelo Governo Federal. Deverão ser instalados três pontos de pedágio a cada 100 quilômetros. O curioso é que o Norte de Minas tem articulado campanha para privatizar a BR-251, no trecho de Montes Claros – BR-116, mas o Governo vem com uma proposta diferente, colocando a BR-135 para ser pedagiada. Um fato que chama a atenção é que o trecho privatizado pelo Estado está sob domínio da União.

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas(Setop) marcou três audiências públicas para debater a minuta de edital para a exploração de trechos das rodovias BR-135, MG-231 e LMG-754.  No dia 29 de maio será realizada a audiência em  Belo Horizonte  e, no dia 31, em Cordisburgo, no Centro de Apoio ao Turista. Neste lote, está prevista a concessão de 363,95 quilômetros de malha rodoviária mineira sob responsabilidade do DEER-MG, sendo 301,20 quilômetros na BR-135, do entroncamento com a BR-040 até a cidade de Montes Claros, passando pelas cidades de Curvelo, Corinto, Buenopolis, Augusto de Lima e Bocaiúva. Também fazem parte da concessão 22,65 quilômetros na MG-231 e outros 40,10 quilômetros de extensão na LMG-754, que passam por Cordisburgo.

O prazo previsto para a concessão é de 30 anos, contados a partir da data da transferência da rodovia. A concessão inclui, além das pistas centrais e laterais, pontes e viadutos, quaisquer outros elementos que se encontrem na faixa de domínio, bem como as áreas ocupadas com instalações operacionais e administrativas. A BR-135 teve seu traçado criado pelo então presidente Juscelino Kubstichek e foi asfaltado o trecho de Curvelo a Montes Claros na década de 70, depois que o seresteiro Nivaldo Maciel, aproveitando a apresentação do Grupo de Seresta de Montes Claros no Palácio do Planalto para o presidente Artur Costa Silva, pediu em versos e prosas, a obra. A esposa do presidente-general garantiu a obra.

Fonte: Gazeta Norte Mineira

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