Os 69 servidores do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transporte) no Estado estão em greve desde segunda-feira (6) por tempo indeterminado. Segundo Dilço Martins, membro da comissão de negociação dos grevistas, oito processos de licitação e 27 obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) no Estado foram paralisadas, devido ao movimento.

Somadas, as licitações e as obras paralisadas devido à greve totalizam investimentos de R$ 320 milhões.

Segundo a categoria, com o argumento da data-limite de 30 de junho deste ano, o governo propõs “um péssimo” acordo aos servidores e depois da data-limite negociou os mesmos valores com outros órgãos que têm atribuições semelhantes ao Dnit. Estes acordos retribuirão vantagens pecuniárias significativas para os servidores e valorização das atribuições dos outros órgãos governamentais, disse Martins, argumentando que foi o governo, não o Dnit quem quebrou o acordo.

Para Dilço Martins, os servidores estiveram em negociação com o governo e por várias vezes não tiveram suas reivindicações atendidas, sendo obrigados a fechar um acordo que não era bom. “Enquanto o governo não abrir uma outra negociação, vamos ficar em greve por tempo indeterminado”, afirma.

Os servidores também reivindicam um melhor planejamento e reestruturação do órgão, a realização de concurso público, a paridade entre os planos de saúde e alimentação nos mesmos moldes do poder legislativo.