O licenciamento ambiental está atrasado seis meses e pode prejudicar o cronograma de duplicação da BR-163, que deve ser concluído em quatro anos. Além dos 84,60 quilômetros duplicados nos primeiros meses de concessão, a CCR MS Via tem aval para duplicar mais 40 quilômetros, porém a licença ambiental, necessária para o restante das obras, ainda não foi concedida. A expectativa é de que o Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis) concede a licença até o próximo mês.

Durante coletiva de imprensa para lançamento do serviço de pedágio na BR-163, o diretor-presidente da CCR MSVia, Maurício Soares Negrão, admitiu que a empresa não possui licenciamento para a duplicação do restante da rodovia. A licença estava prevista para ser liberada em abril deste ano, mas ainda não foi aprovada pelo Ibama.

Por enquanto foi duplicado 10% do previsto e obras de mais 40 km devem começar nos próximos dias, mesmo sem a licença ambiental, somente com autorização do Ibama, tendo em vista várias restrições, como estar fora da Amazônia Legal.

Negrão acredita que a EPL (Empresa de Planejamento e Logística) deve conceder a autorização entre setembro e outubro de 2015. Porém, ele garantiu que as obras não estão atrasadas. Na sua avaliação, não há atraso na duplicação.

 

Até o momento foram duplicados 84,3 quilômetros de rodovia, sendo injetados R$ 730 milhões até setembro deste ano. Conforme a concessionária, foram registrados 50% a menos de mortes em acidentes na BR.

Licenciamento ambiental

Falta de licenciamento ambiental para realização das obras da nova descida da Serra das Araras , na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo, também foi a principal causa apontada pelo mesmo grupo CCR para não conseguir cumprir o cronograma e a obrigação contratual. Passados praticamente 20 anos da concessão da Dutra, a nova descida da Serra das Araras ainda não saiu do papel.

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