
Homem, de 41 anos, está internado no hospital de Marília (SP), de acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP)
O motorista do ônibus Mercedes-Benz, da empresa RD Viagens, que tombou no km 266 da BR-153, entre Ocauçu (SP) e Marília (SP), na madrugada dessa segunda-feira (16), foi localizado pela Polícia Civil de São Paulo e está internado sob escolta em um hospital em Marília (SP). O homem, de 41 anos, foi indiciado por homicídio com dolo eventual, segundo informou ao Estradas a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
De acordo com a SSP-SP, as investigações sobre as causas do sinistro continuam. “A Polícia Civil investiga as causas de um acidente de trânsito que resultou na morte de seis homens, com idades entre 47 e 25 anos, na Rodovia Transbrasiliana (BR-153), entre os municípios de Ocauçu e Marília, por volta das 4h da segunda-feira (16).
Na ocasião, um ônibus que transportava trabalhadores rurais, que saíram do estado do Maranhão com destino a Santa Catarina, capotou. Conforme apurado, seriam 48 pessoas dentro do veículo. Os feridos foram socorridos por equipes do Corpo de Bombeiros e levados para hospitais da região.
As vítimas fatais foram encaminhadas para o IML de Marília. O motorista do ônibus, de 41 anos, foi indiciado pelos crimes de homicídio com dolo eventual e lesão corporal. Ele permanece internado sob escolta. Foram solicitados exames periciais ao IC e ao IML e o caso, registrado na Delegacia Seccional de Marília.”
Clandestino
O Estradas apurou com exclusividade que o ônibus modelo Marcopolo Paradiso R, ano-2006, não estava autorizado a realizar a viagem entre Maranhão e Santa Catarina, conforme informou a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) ao portal.
O veículo transportava 51 pessoas quando tombou no km 266 da BR-153, entre Ocauçu (SP) e Marília (SP), na madrugada desta segunda-feira (16), deixando seis mortos, no local (ver a lista abaixo). O coletivo saiu de Centro Novo do Maranhão (MA), com destino ao estado de Santa Catarina.
Segundo a ANTT, o veículo envolvido não possuía habilitação ativa na Agência, nem para transporte regular nem para fretamento interestadual. A empresa proprietária é habilitada para fretamento, mas o veículo específico não estava autorizado para a viagem.
Quem são as vítimas?
A Polícia Civil de São Paulo divulgou os nomes das seis pessoas que morreram no sinistro:
- Robson Rodrigues Alexandrino, 25 anos
- Gonçalo Lisboa dos Santos, 33 anos
- Raimundo Nonato Sousa da Silva, 41 anos
- Edilson da Silva Lima, 42 anos
- Antônio da Silva Nascimento, 47 anos
- José Milton Riberio Reis, 49 anos
Matéria atualizada em 17/2/26 com os nomes dos mortos.
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Nossa grande mídia noticiou o acidente, como se fosse apenas mais um acidente rodoviário.. Não aprofundou o assunto, botou debaixo do tapete. Em suma, um ônibus cheio de trabalhadores, sem certidão, ônibus esse sem autorização p esse tipo de viagem, cujo destino seria colher maçãs em Santa Catarina. Não tenho dúvidas! TRABALHO ESCRAVO! Uma vergonha desses “empresários de Santa Catarina, deviam ter vergonha na cara ,de ganhar dinheiro com a morte de trabalhadores. O governo tem culpa já que não fiscaliza, a grande imprensa que é ruim quando fala, é pior quando omite .Vou comer maçãs argentinas, como estou consumindo o vinho chileno. A corrupção faz parte muitas vezes das empresas privadas, isso não acontece só com as públicas.
Você está certíssimo. Infelizmente, as autoridades, inclusive do Ministério do Trabalho, tem sido omissas quanto a esses casos. Já denunciamos inúmeras vezes mas o problema persiste.
Olha, vejo quase seguido ônibus saindo do Maranhão para trabalharem em Sta. Catarina, pergunto a vocês, será que estes trabalhadores não são os trabalhadores escravos que os que contratam pagam a viagem dos mesmos, depois chegando lá na fazenda ou outro serviço qualquer alegam eles, ter que pagar as despesas da viagem, e enquanto não pagarem não são liberados, aí eu pergunto cadê o Ministério do Trabalho que não vê , não faz uma fiscalização se está tudo certinho, hoje em dia está tudo fácil coloca drones para acompanhar estes trabalhadores, se é que não permitem a entrada dos fiscais, pois acho que está aí um trabalho escravo e ninguém olha isso, tem que cobrar do governo tais fiscalizações, que tal se muitos trabalhadores que não podem sair, voltar para seu destino, e se estão pagando eles certinho, o que é o mais importante, trabalhou tem que receber. É preciso respeito com os trabalhadores, viajam tao longe e são enganados.