RECEPTAÇÃO: Razuk com o Corolla comprado no Paraguai e outros carros da sua frota ao fundo, em vídeo postado por ele anteontem; polícia prendeu youtuber em flagrante, com fiança de R$ 20 mil. Foto: Reprodução

Além de crime de receptação, ele e demais youtubers são investigados por postarem vídeos acelerando em alta velocidade em vias públicas e realizarem rifas ilegais de veículos

O caso do youtuber Eduardo Razuk, preso na semana passada numa operação conjunta da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Guarda Civil Metropolitana e do Detran do Mato Grosso do Sul, está repercutindo em matéria publicada no UOL depois das constantes denúncias que o SOS Estradas e a entidade Trânsito Amigo fizeram por conta de ‘rachas’ em rodovias que os jovens postavam no Youtube gabando-se das manobras e da alta velocidade, muitas vezes superior a 250 km/h.

No início do ano, a deputada federal Christiane Yared apresentou o Projeto de Lei 130/2020, que tem como foco punir os criminosos do trânsito com as imagens que eles mesmos geram. Pela lei atual, é preciso que as autoridades consigam o flagrante.

Agora, com a ocorrência envolvendo Eduardo Razuk, a PRF formalizou representação por diversos crimes do youtuber. Os motoristas flagrados em Campo Grande foram detidos com base no Art. 308 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB): “Participar, na direção de veículo automotor, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística ou ainda de exibição ou demonstração de perícia em manobra de veículo automotor”.

A prisão de Razuk foi pelo crime de receptação, na modalidade de ocultação, uma vez que ele tinha ciência de que o veículo era de origem estrangeira e tinha sido adquirido mediante fraude na sua documentação para legalizar a entrada no Brasil”, relata o delegado responsável pelo caso, Ricardo Meirelles Bernardinelli, da 3ª DP de Campo Grande.

Ainda de acordo com Bernardinelli, o Toyota Corolla XRS, com placas do Paraguai, que motivou a prisão de Razuk está avaliado em R$ 50 mil e não tem destino definido, pois depende de decisão judicial.

O delegado disse que, de acordo com o inquérito, o Corolla adquirido no Paraguai é considerado um produto de contrabando.

Já está solto

Razuk foi solto no mesmo dia, após pagamento de fiança de R$ 20 mil. O delegado Bernardinelli disse que a documentação veículo está em nome de outra pessoa e há indícios de fraude e falsidade ideológica. O inquérito aponta que o carro foi adquirido por Luan Galasso, do canal “PetrolHead”, do Youtube, e estava na residência de Razuk quando foi apreendido. Enquanto isso, o proprietário oficial do Corolla diz que a assinatura nos documentos não é dele, mas que conhece Razuk e foi ele quem teria comprado o veículo e feito toda a negociação.

Diante disso, a polícia vê indícios de que Galasso falsificou documentos para informar que teria residência fixa no Paraguai. Vídeos postados por ambos foram usados com base para a prisão.

Rifa

Razuk, cujo nome verdadeiro é Eduardo Rezende da Silva, diz ter rifado um Volkswagen Jetta por R$ 500 mil. Galasso também anunciou no Youtube que pretende sortear seu Volkswagen Up preparado.

Depois de ser preso, Razku afirmou nos seus vídeos que vai passar a respeitar as leis de trânsito. Ele, que também é investigado por desrespeitar o toque de recolher em Campo Grande, desde 21 de março por conta do coronavírus, deve ser intimado nesta semana para esclarecer um vídeo que começou a circular no último fim de semana, gravado em data não identificada e postado pelo usuário “tretaautomotiva” do Instagram.

Google

De acordo com o Google, “qualquer usuário que acredite ter encontrado uma violação de nossas políticas pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do vídeo”.

Segundo a nota, “quando não há violação à política de uso do produto, a decisão final sobre a necessidade de remoção do conteúdo cabe ao Poder Judiciário, de acordo com o que estabelece o Marco Civil da Internet”.

O Instagram e o Facebook, que não pertencem ao Google, enviaram posições bem parecidas ao do Google: “O Facebook conta com padrões da comunidade que detalham o que é permitido ou não na plataforma. Contamos com nossa comunidade para denunciar conteúdos que possam estar violando nossas políticas para que sejam revisados e, se for o caso, removidos”.

4 COMENTÁRIOS

  1. Acompanho os vídeos dele, e entendo do que falo, qualquer um pode dar o valor que quiser ao que possui e rifar ainda mais tudo sendo feito pela caixa econômica federal, se tudo estiver de acordo na receita federal, impostos e etc.. compra quem quer enriquece quem pode, único problema é que a grande maioria não tem a mínima ideia da fortuna que ele ganha do YouTube, de 15 a 20 mil DÓLARES por mês, temos é sorte de possuir alguém ganhando em dólares vivendo aqui é movimentando nossa economia e pequenos empresários.

    • Senhor Pedro Isaac,

      Agradecemos pelo contato. Entretanto, o senhor deveria reler a matéria, porque em nenhum momento há essa menção. Pelo contrário, no penúltimo parágrafo, há a seguinte declaração: “O Instagram e o Facebook, que não pertencem ao Google, enviaram posições bem parecidas ao do Google:…!

      Atenciosamente,
      Equipe Estradas

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