
Ocorrência foi registrada na noite dessa terça-feira (25); rodovia ficou bloqueada nos dois sentidos para o atendimento à ocorrência
Um sinistro (acidente) no km 18 da BR-020, (descida do DVO, perto da Embrapa), em Planaltina (DF), na noite dessa terça-feira (25), provocou a interdição total da via, nos dois sentidos.
De acordo com o Boletim de Ocorrências (B.O.), na manhã desta quarta-feira (26), os usuários ainda enfrentaram dificuldade para circular pela região. Diante disso, as alternativas eram: a DF-128 e a DF-230, ambas com engarrafamentos registrados na manhã desta quarta (26). A previsão é que as vias sejam liberadas por volta das 14h.
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), houve derramamento de gasolina na via e, para evitar incêndio e outros riscos, foi necessário a atuação da equipe da corporação especializada em produtos perigosos.
O caminhoneiro foi avaliado pelos socorristas e não apresentava lesões. Ele recusou ser levado para uma unidade de saúde.
Segundo consta no B.O., a carreta estava carregada com 35 mil litros de combustível (gasolina e diesel),quando tombou na BR-020.
Equipes do CBMDF, com viaturas especializadas em produtos perigosos, da Polícia Rodoviária federal (PRF) e do SAMU prestaram atendimento à ocorrência.
Devido ao sinistro, a PRF interditou a área e orienta desvios por rotas alternativas como a DF-128, DF-150 e DF-230.
Rotas alternativas
As principais rotas alternativas recomendadas pelas autoridades para desviar do bloqueio total na altura do km 18 da BR-020, nesta quarta-feira (26), são as rodovias DF-230, DF-128 e DF-150.A Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Corpo de Bombeiros (CBMDF) montaram pontos de desvio específicos e indicam os seguintes trajetos:
Opções de desvios e Rotas
DF-230 – Excelente opção para quem precisa fazer a ligação entre as regiões de Arapoanga, Planaltina e o Plano Piloto.
DF-128 – Recomendada especialmente para os condutores que se deslocam de Planaltina de Goiás em direção a Brasília.
DF-150 – Rota que dá acesso a regiões como a Fercal, Grande Colorado e Sobradinho, servindo de fluxo para o Plano Piloto.
Desvios Locais de Curta Distância
As autoridades estão desviando o tráfego local na pista de acesso ao Colégio Agrícola (pelo Morro da Capelinha) e também na altura do bairro Mestre D’Armas.
Atenção com o tempo de viagem
Como o fluxo de veículos foi totalmente transferido para essas rodovias distritais, as rodovias DF-128 e a DF-230 também registram grandes engarrafamentos nesta manhã. A previsão inicial de liberação da BR-020 fornecida pela PRF é por volta das 12h às 14h.

Alerta sobre esse tipo de sinistro
O Estradas alertou sobre o tema em 3 de fevereiro na matéria: “Tragédias com cargas perigosas e transporte de passageiros vão aumentar com as novas medidas tomadas pelo governo”
O Estradas.com.br alertou sobre o tema em 03 de fevereiro na matéria: “Tragédias com cargas perigosas e transporte de passageiros vão aumentar com as novas medidas tomadas pelo governo“.
Nesse contexto, causa profunda preocupação a edição da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, que alterou a sistemática dos cursos especializados de condutores, incluindo o MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), ao eliminar a exigência de renovação periódica com prazo definido — anteriormente estabelecida em cinco anos.
Diferentemente do que se possa alegar, essa periodicidade não era arbitrária. Regulamentos internacionais consolidados, como o Acordo Europeu ADR, adotado amplamente na Europa, estabelecem que motoristas que transportam produtos perigosos devem renovar sua certificação a cada cinco anos (Capítulo 8.2.2.8.2), mediante cursos de atualização obrigatórios.
A decisão brasileira de romper com esse parâmetro internacional exige, portanto, justificativa técnica robusta. Evidências, como costuma mencionar o Secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.
Não se trata de mera escolha administrativa, mas de uma alteração com impacto direto sobre a qualificação dos profissionais responsáveis pelo transporte de substâncias de alto risco, bem como passageiros e crianças.
Diante disso, é imperativo que o Ministério dos Transportes, a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) e o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) — sob a condução de suas autoridades — apresentem publicamente os estudos, dados e “evidências” que fundamentaram essa mudança.
Inclusive quanto aos cursos de carga indivisível, transporte de passageiros e escolar. Para refrescar a memória, o caminhoneiro envolvido neste sinistro que deixou 39 mortos, transportava carga indivisível (granito). Preso o caminhoneiro da tragédia da BR-116/MG, com 39 mortes; ele usou drogas e álcool.
A ausência de transparência em decisões dessa natureza compromete a confiança institucional e levanta questionamentos legítimos sobre os critérios adotados. Em um setor onde falhas operacionais podem resultar em mortes, danos ambientais e tragédias de grandes proporções, a exigência de capacitação contínua não pode ser relativizada sem base técnica clara e amplamente demonstrada.
O debate sobre segurança no transporte de produtos perigosos precisa ser tratado com seriedade, responsabilidade e rigor técnico. As consequências de decisões regulatórias nessa área não são abstratas — elas se materializam em vidas perdidas, famílias destruídas e impactos irreversíveis ao meio ambiente que podem afetar milhões de pessoas.
A responsabilidade não pode ficar restrita ao caminhoneiro envolvido no sinistro, a empresa que o contrata e até mesmo aos agentes de trânsito que devem fiscalizar esses veículos.
Portanto, aguardamos os esclarecimentos e a fundamentação técnica, conforme a área de atuação no governo, de todos que assinaram a Resolução do Conselho Nacional de Trânsito, além do então Ministro dos Transportes Renan Filho, que fez questão de visitar todos os Detrans do país para verificar sua efetiva aplicação.
Os nomes dos responsáveis por esta polêmica Resolução serão lembrados em todas as matérias de sinistros apurados pelo portal, que tenham relação com as mudanças de critério, até que as autoridades que assinaram o documento apresentem os estudos que justificaram seu apoio à medida e que comprovem que contribui para o aumento da segurança viária e a preservação da vida no trânsito. São responsáveis:
ADRUALDO DE LIMA CATÃO (SECRETÁRIO DA SENATRAN)
Presidente Em Exercício do Contran em nome do Ministro dos Transportes Renan Filho
DANIEL GOMES DE ALMEIDA FILHO (Secretário de Desenvolvimento
Tecnológico e Inovação) – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações
FERNANDA MARA DE OLIVEIRA MACEDO CARNEIRO PACOBAHYBA – Presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação- Ministério da Educação
ADALBERTO FELÍCIO MALUF FILHO – Secretário Nacional do Meio Ambiente e Mudança do Climas Urbano, Recursos Hídricos e Qualidade Ambiental – Ministério do Meio Ambiente
MARIÂNGELA BATISTA GALVÃO SIMÃO – Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do
Ministério da Saúde
ANTÔNIO FERNANDO SOUZA OLIVEIRA (diretor da Polícia Rodoviária Federal)
Ministério da Justiça e Segurança Pública
UALLACE MOREIRA LIMA – Secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
DENIS EDUARDO ANDIA – Secretário Nacional de Mobilidade Urbana – SEMOB do Ministério das Cidades














