EPR fatura a concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR); a oitava do Grupo
TROCA DE MÃOS: Sai Arteris e entra EPR. Grupo venceu o leilão, nesta quinta (23), e vai comandar o trecho entre SP e PR, por 15 anos. Foto: Divulgação/Arteris

Disputa teve também a participação dos grupos Motiva e da própria Arteris, atual administradora; investimentos serão da ordem de R$7,1 bilhões

O Grupo EPR faturou, na tarde desta quinta-feira (23), na Bolsa de Valores, a B3, em São Paulo (SP), a oitava concessão de rodovias no País. Desta vez, o trecho ao qual a empresa administrará pelo período de 15 anos é o da Régis Bittencourt (BR-116), entre São Paulo e Paraná. São 383 quilômetros de extensão. O desconto oferecido nas tarifas de pedágio foi de 22,5%; enquanto, o Grupo Motiva ofereceu 12,10% e a atual administradora, o Grupo Arteris apenas 0,01%.

Com mais essa vitória, o Grupo EPR reforça sua atuação em um corredor logístico estratégico, com demanda consolidada e papel relevante para a integração das regiões Sul e Sudeste, além de marcar o início das suas operações no estado de São Paulo.

De acordo com o contrato, a empresa deverá investir na recuperação, ampliação de capacidade, conservação, operação e modernização da infraestrutura, conforme o cronograma contratual.

As obras incluem 69 quilômetros de faixas adicionais, ligação redundante para Serra do Cafezal, 32 quilômetros de vias marginais, 18 passarelas entre outras melhorias estruturais. O programa de investimentos foi estruturado de forma a permitir uma implantação gradual e previsível, contribuindo para melhoria da segurança viária e do desempenho operacional da rodovia.

EPR fatura a concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR); a oitava do Grupo
SUDESTE E SUL: BR-116 liga duas importantes capitais, entre o Sudeste e o Sul do País. Foto: Divulgação/Arteris

Trecho concedido

Segundo consta no edital, o trecho concedido compreende a Régis Bittencourt (BR-116), entre Embu das Artes, na Região Metropolitana de São Paulo, e Região Metropolitana de Curitiba, no Paraná, cortando 26 municípios.

Trata-se de um importante corredor logístico entre as regiões Sudeste e Sul e constitui o principal eixo rodoviário de ligação entre os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR), com tráfego historicamente crescente acima do PIB, conectando polos produtivos e importantes rotas de comércio nacional e internacional, com forte vocação para o transporte de cargas.

Além de sua relevância para o transporte de cargas, a rodovia também desempenha função essencial na mobilidade cotidiana de milhares de pessoas, atendendo deslocamentos de trabalhadores, estudantes, moradores e turistas.

Leia também: ANTT coloca concessionária Arteris Régis Bittencourt à venda por R$120 milhões

Investimentos

A nova concessionária deverá investir, no período de 15 anos, R$7,1 bilhões — incluindo a duplicação de 69 quilômetros de pista e os custos de operação e manutenção, que somam R$4,1 bilhões. Além dessa cifra, a EPR terá que pagar também os R$120 milhões para a Arteris, que correspondem à transição da concessão.

Sobre o Grupo EPR

Com mais essa vitória, o Grupo A EPR passa a administrar mais de 4 mil quilômetros de rodovias nos estados de Minas Gerais, Paraná e, agora, São Paulo. Em poucos anos de atuação em concessões de rodovias, a empresa mostra que já acumulou  experiência suficiente para operação diferentes trechos rodoviários no Brasil, sempre respeitando as características de cada região.

Leia também: ANTT aprova novo leilão do trecho da Régis Bittencourt (BR-116)

Trabalhos emergenciais

Nos primeiros meses desta concessão, a nova concessionária terá que realizar obras emergenciais, sempre focadas na segurança dos usuários e na melhoria da fluidez do tráfego.

Entre as medidas previstas estão a recuperação das condições do pavimento, o reforço da sinalização e da segurança, a reabilitação de instalações operacionais, a oferta de serviços de atendimento aos usuários e a realização de diagnósticos técnicos que orientarão as etapas seguintes do programa de investimentos.

Além dos ganhos em mobilidade e segurança viária, a concessão deverá impulsionar o desenvolvimento regional ao longo de sua área de influência. A estimativa é que o projeto gere mais de 102 mil empregos diretos, indiretos. Mais informações no site do Grupo EPR.

Pedágios

EPR fatura a concessão da Régis Bittencourt (BR-116/SP/PR); a oitava do Grupo
PEDÁGIOS: Usuários da BR-116 pagam atualmente R$4,30 (carros de passeio) e motocicletas, R$2,15. Foto: Aderlei de Souza

Atualmente, quem trafega pela Régis Bittencourt, entre São Paulo (SP) e Curitiba (PR), paga R$4,30 (carros de passeio), motocicletas, R$2,15; e o eixo comercial, R$4,30. O último reajuste das tarifas ocorreu em 29 de dezembro do ano passado.

1 COMENTÁRIO

  1. Faltou aí nos planos de investimentos da nova concessionária, os PPDs( Pontos de Parada e Descanso),para os motoristas profissionais, em uma rodovia em que não tem muitas opções de paradas e as que tem,costumam cobrar preços absurdos para pernoite.Fica a dica.
    Outra coisa, seria a construção de imediato,de uma terceira faixa em cada sentido, na região de Embu das Artes, que sempre está congestionado, seja na saída ou chegada na Grande São Paulo.
    E para fechar,seria pertinente que a redação do Estradas.com,entrasse em contato com a ANTT ou DNIT,e perguntasse quando é que vai sair a famigerada licitação da BR 116 entre Feira de Santana x Vitória da Conquista e a Divisa BA/MG,haja vista que outras rodovias que não tem nem um quarto do movimento da BR 116 nesse trecho (cof,cof cof[ironia] Rota dos Sertões e o trecho da BR 116 entre G.Valadares e a Divisa com a Bahia,que esqueci o nome da concessão, cof cof) já foram licitadas,enquanto que a BR116 no trecho citado,ainda não foi.Não há justificativa nenhuma para essa demora,haja vista que já faz quase um ano e meio que a ViaBahia deixou a concessão e os acidentes na rodovia só aumenta,principalmente no Anel Viário de Vitória da Conquista, onde se encontra gargalos devido ao tráfego pesado e o cruzamento em nível com avenidas e rodovias estaduais,o que ocasiona congestionamentos,transtornos e acidentes envolvendo moradores da cidade e veículos pesados que trafegam pelo Anel Viário.E o pior é que o DNIT e a ANTT condicionou a construção dos viadutos e a duplicação das saídas da cidade à uma futura concessão, que ninguém sabe lá quando é que vai de fator sair,enquanto que muitos lugares Brasil afora,o mesmo DNIT vem realizando obras de melhorias como duplicações e construção de viadutos mesmo a rodovia sendo licitada e entregue a iniciativa privada posteriormente. Não dá para entender os critérios adotados pelos aspones do DNIT e ANTT.
    E para finalizar de fato,o site também poderia provocar o DNIT em relação a ponte do Rio das Velhas,na BR365, cujo problema ja havia sido detectado há 5 anos atrás, lá em 2021,e em vez de sanar o problema logo de cara,esperaram 5 anos para a ponte entrar em colapso total para então,resolver interditar,prejudicando todo mundo que utiliza a 365,que liga o norte de Minas e o Nordeste,ao Triângulo Mineiro, Brasília e interior de SP,fazendo com que tenhamos que dar uma volta de 180kms descendo até Corinto na 135 e ter que subir novamente uma MG até Pitágoras,elevando custos de transportes e tomando tempo de viagem. Isso pq não citei os maiores prejudicados,que são os moradores de Pirapora e Várzea da Palma,cuja ponte delimita as duas cidades.

Comentários encerrados