
Ocorrência foi registrada na noite dessa quinta-feira (28), em Luz
Um sinistro (acidente) na altura do km 537 da BR-262, em Luz (MG), na note desta quinta-feira (28), envolvendo um ônibus da Viação Gontijo e um Toyota Etios, com placas de Patos de Minas (MG), deixou um homem morto, após a colisão entre os veículos.
De acordo com o Boletim de Ocorrências (B.O.), o sinistro ocorreu nas proximidades do pé da serra, por volta das 19h45, na pista sentido Luz (MG) – Campos Altos (MG).
Segundo consta no B.O., no ônibus, ninguém ficou ferido. O homem que morreu era o motorista do Etios, e foi identificado como Thayldes Primo, de 38 anos, filho do falecido tenente Primo (ver detalhes abaixo). Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.
Com o sinistro, a pista ficou com uma das faixas interditadas, provocando tráfego lento. O ônibus ficou parado no acostamento. O coletivo transportava passageiros entre Uberaba (MG) – Belo Horizonte (MG).

Ônibus regularizado
O Estradas entrou em contato com a Viação Gontijo para saber mais detalhes da ocorrência. Até a publicação desta matéria, não recebeu as respostas.
A reportagem apurou com exclusividade que o ônibus envolvido no sinistro é da marca Scania, modelo Comil Campione Invictus DD, ano-modelo 2020/2020, e está com o cronotacógrafo regularizado. A reportagem também apurou que não há infrações recentes nos sistemas da PRF, do Dnit, porém tem uma multa por excesso de velocidade, aplicada pelo Detran de Minas.
A Polícia Civil irá investigar as causas do sinistro.
Quem era o pai de Thayldes Primo?
O motorista Thayldes Primo, morto no sinistro na BR-262, em Luz (MG), era filho do Tenente Primo, policial militar rodoviário de Minas Gerais falecido, em 3 de março deste ano.
Nascido em 5 de outubro de 1949, o Tenente Primo foi um dos fundadores do Policiamento Militar Rodoviário em Patos de Minas (MG), deixando um importante legado na segurança viária da região. Sempre presente nos eventos do Comando de Policiamento Especializado (CPE), destacou-se pelo compromisso com a corporação e pelo respeito conquistado entre seus colegas de farda.

Além de sua trajetória na Polícia Militar, era músico e violeiro, levando alegria e cultura para todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Sua paixão pela música o aproximou de muitos amigos e admiradores, especialmente na cidade de Arcos (MG), onde cultivou grandes laços de amizade.
Entre seus amigos mais próximos estava o jornalista e parceiro musical Ronaldo Ribeiro, com quem compôs algumas canções, deixando registrado o talento e a sensibilidade que também o definiam fora da farda.
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