Ônibus da tragédia na AL-220 não teve falhas mecânicas, aponta perícia
CONCLUSÃO PARCIAL: Chefe da perícia disse que os freios e a mecânica estão em ordem. Há indícios de excesso de velocidade. Foto: Divulgação/Polícia Científica de Alagoas

Laudo parcial da Polícia Civil de Alagoas descarta esse tipo de problema no Mercedes-Benz, que deixou 16 mortos; há indícios de excesso de velocidade

Sistema de freios e de mecânica em ordem e pneus em condições adequadas de uso. Essa é a conclusão parcial do laudo divulgado, nessa quarta-feira (4), pela Polícia Civil de Alagoas (PC-AL), a respeito do sinistro que matou 16 pessoas na AL-220, em São José da Tapera (AL), na manhã dessa terça-feira (3).

De acordo com os peritos, a conclusão foi confirmada após um novo exame realizado pelo Instituto de Criminalística (IC) de Alagoas. O veículo passou por uma segunda vistoria técnica nessa quarta (4),

Segundo a PC-AL, o chefe do Núcleo de Identificação Veicular do IC de Maceió (AL), perito criminal Nivaldo Cantuária, já havia feito uma análise inicial no dia do sinistro, mas a posição do ônibus não permitiu a verificação completa de alguns sistemas.

Com o auxílio de um guincho, o ônibus foi reposicionado para permitir a inspeção detalhada dos sistemas de freio e da suspensão. A suspensão a ar estava baixa, o que exigiu o retorno ao local para exames complementares.

Conforme declaração de Cantuária, a nova análise permitiu concluir definitivamente a avaliação técnica. “Os pneus estavam em condições adequadas de uso e não foram identificados problemas nos sistemas mecânicos do veículo“, explicou.

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O sinistro

O sinistro ocorreu na manhã dessa terça-feira (3), quando transportava cerca de 58 romeiros de Juazeiro do Norte (CE) para Coité do Nóia (AL). O motorista teria perdido o controle do Mercedes-Benz, que saiu da pista ao fazer uma curva e caiu em uma pequena ribanceira, matando 15 pessoas no local e uma criança, que faleceu no hospital.

O laudo pericial final ainda está em andamento; assim que foi finalizado será encaminhado à delegacia responsável, que segue com a investigação para apurar as circunstâncias e responsabilidades pelo sinistro.