CRÍTICAS: deputado Romanelli criticou a atitude da Agepar em conceder aumento às tarifas de pedágio da Econorte. Foto: Divulgação

Deputado paranaense está indignado com o reajuste concedido pela Agepar aos pedágios da Econorte

O deputado paranaense Luiz Claudio Romanelli criticou nessa segunda-feira (29), a Agepar – Agência Reguladora de Transportes do Paraná – por autorizar o aumento no preço das tarifas de pedágio nas praças de Jataizinho e de Sertaneja, no Norte Pioneiro do Paraná.

De acordo com a publicação no Diário Oficial do Estado do Paraná, os novos valores cobrados pela concessionária Econorte passaram a valer no domingo (28), e os carros de passeio pagam R$ 17,50, em Jataizinho, e R$ 15,10, em Sertaneja. Na praça de Cambará, não houve reajuste.

Somente neste ano, as seis concessionárias – Ecocataratas, Viapar, Caminhos do Paraná, Rodonorte, Ecovia e Econorte – já faturaram  R$ 933 milhões com um tráfego de 41,1 milhões de veículos nas praças de pedágio.

De acordo com o deputado, em dezembro de 2018, a Agepar já havia autorizado o reajuste anual  para as demais cinco concessionárias, entre 6,66% e 8,4%, índices superiores à inflação, que foi de 4,99% no ano. “Agora, a Agepar autoriza a Econorte a reajustar suas tarifas. É uma afronta. Um verdadeiro absurdo. É público e notório que a Econorte superfaturou as tarifas e está sendo investigada pela Lava Jato por inúmeras irregularidades. Deveria devolver dinheiro aos cofres públicos e não ser autorizada a aumentar tarifas”, disse.

Acordo de leniência

Romanelli questiona também o acordo de leniência firmado pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Rodonorte, do Grupo CCR, que prevê a indenização de R$ 750 milhões – metade convertida em redução de 30% da tarifa por um ano e outros R$ 350 milhões em obras, além de uma multa.

“O cálculo da corrupção, daquilo que a concessionária causou em prejuízo, segundo especialistas, passa de R$ 2,8 bilhões, ou seja, ficou barato para a CCR/Rodonorte. Além disso, o MPF excluiu do acordo de leniência a obrigação de executar a duplicação da BR-376, entre Ponta Grossa e Apucarana, a Rodovia do Café. Mais de 80 quilômetros dessa duplicação estão excluídos no termo de leniência. Pelo jeito, o MPF concorda que o crime compensa”, explicou Romanelli.

Ação na Justiça Federal

O deputado entrou com uma ação na Justiça Federal solicitando o fechamento da praça e a suspensão da cobrança do pedágio pela concessionária Econorte na BR-369, entre Cambará e Andirá, no Norte Pioneiro.

Assinada também pelo prefeito de Cambará, Neto Haggi, a ação está em análise pelo juiz Augusto César Gonçalves, da 6ª Vara Federal de Curitiba. “A praça foi reaberta há um mês. São 30 dias de prejuízos para o Norte Pioneiro e para o Paraná. A nossa expectativa é por uma decisão que atenda os interesses da população e do setor produtivo do Norte Pioneiro”, disse Romanelli.

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