Caminhoneiro morre em acidente na BR-101/BA, em Nova Viçosa
MORTE: Caminhoneiro morre em acidente na BR-101/BA, em Nova Viçosa. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Ocorrência foi registrada na manhã dessa sexta-feira (8); ao menos 20 pessoas ficaram feridas

Um caminhoneiro morreu e outras 20 pessoas ficaram feridas em uma colisão frontal entre uma carreta e um ônibus na BR-101, em Nova Viçosa (BA), na manhã dessa sexta-feira (8).

De acordo com o Boletim de Ocorrências (B.O.), a carreta transportava combustível, enquanto o coletivo, trabalhadores rurais. Com o impacto, o caminhoneiro morreu no local e outras 20 pessoas ficaram feridas, algumas em estado grave.

Ainda segundo consta no B.O., o sinistro ocorreu no trecho entre os distritos de Posto da Mata e Itabatan. O caminhoneiro foi identificado como José Luiz Fernandes Resende, de 58 anos, natural de Alegre (ES).

Conforme informações contidas no B.O., o ônibus transportava trabalhadores para a colheita de café. Equipes do Corpo de Bombeiros, do SAMU e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) prestaram atendimento à ocorrência.

Devido ao sinistro (acidente), a pista ficou interditada pela manhã. No momento, a rodovia já tem tráfego normalizado.

Caminhoneiro morre em acidente na BR-101/BA, em Nova Viçosa
TRISTEZA: Caminhoneiro morre em acidente na BR-101/BA, em Nova Viçosa. Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Civil irá investigar as causas do sinistro.

Estradas alertou para o aumento desse tipo de sinistro

Resolução CONTRAN 1.020/25 apresentada pelo então ministro dos Transportes, Renan Filho, em dezembro do anos passado, não tratava apenas da formação de novos condutores. Ela eliminou a validade do curso MOPP (cargas perigosas) e de outros cursos especializados, impactando a segurança no transporte de cargas químicas, cargas indivisíveis e também do transporte escolar e de passageiros.

Mudanças nas normas que regulam o transporte de cargas perigosas, transporte de passageiros e escolar, aprovadas em dezembro pelo Contran, vão contribuir para outras tragédias anunciadas, conforme especialistas ouvidos pelo portal .

O Estradas vem alertando sobre o tema há tempo, conforme pode ser visto na matéria publicada em 3 de fevereiro último: Tragédias com cargas perigosas e transporte de passageiros vão aumentar com as novas medidas tomadas pelo governo.

Nesse contexto, causa profunda preocupação a edição da Resolução CONTRAN nº 1.020/2025, que alterou a sistemática dos cursos especializados de condutores, incluindo o MOPP (Movimentação Operacional de Produtos Perigosos), ao eliminar a exigência de renovação periódica com prazo definido — anteriormente estabelecida em cinco anos.

Diferentemente do que se possa alegar, essa periodicidade não era arbitrária. Regulamentos internacionais consolidados, como o Acordo Europeu ADR, adotado amplamente na Europa, estabelecem que motoristas que transportam produtos perigosos devem renovar sua certificação a cada cinco anos (Capítulo 8.2.2.8.2), mediante cursos de atualização obrigatórios.

A decisão brasileira de romper com esse parâmetro internacional exige, portanto, justificativa técnica robusta. Evidências, como costuma mencionar o Secretário Nacional de Trânsito, Adrualdo Catão.

Não se trata de mera escolha administrativa, mas de uma alteração com impacto direto sobre a qualificação dos profissionais responsáveis pelo transporte de substâncias de alto risco, bem como passageiros e crianças.

Diante disso, é imperativo que o Ministério dos Transportes, a Secretaria Nacional de Trânsito (SENATRAN) e o Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) — sob a condução de suas autoridades — apresentem publicamente os estudos, dados e “evidências” que fundamentaram essa mudança.

Inclusive quanto aos cursos de carga indivisível, transporte de passageiros e escolar. Para refrescar a memória, o caminhoneiro envolvido neste sinistro que deixou 39 mortos, transportava carga indivisível (granito). Preso o caminhoneiro da tragédia da BR-116/MG, com 39 mortes; ele usou drogas e álcool.

A ausência de transparência em decisões dessa natureza compromete a confiança institucional e levanta questionamentos legítimos sobre os critérios adotados. Em um setor onde falhas operacionais podem resultar em mortes, danos ambientais e tragédias de grandes proporções, a exigência de capacitação contínua não pode ser relativizada sem base técnica clara e amplamente demonstrada.

Leia a matéria abaixo e entenda porque o portal Estradas previu o aumento deste tipo de sinistro.

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