Um levantamento sobre a saúde dos caminhoneiros elaborado pela Arteris, uma das maiores companhias de concessões rodoviárias do país, mostra cenário preocupante relacionado com dificuldades para o sono e alimentação inadequada que podem aumentar o risco de acidentes nas rodovias. Os dados foram coletados entre beneficiados pelo Viva Saúde, projeto desenvolvido pela Arteris em estradas brasileiras que já contemplou quase 100 mil motoristas e que terá novas edições durante o Mês da Segurança Arteris, série de ações de conscientização que acontece no mês de setembro e envolve as 21 rodovias administradas pela companhia.

O levantamento contempla dados obtidos entre janeiro de 2013 e agosto de 2014 com 3.405 caminhoneiros e mostra que é alta a incidência de sobrepeso, hipertensão e altas taxas de colesterol, resultado da alimentação inadequada. Mais de um terço dos motoristas abordados (35,97%) estava obeso e outros 40,53% apresentavam sobrepeso. Mais de 15% sofre com hipertensão e 28% apresentam colesterol alto. Completam o quadro dados sobre glicemia e triglicérides: 39% possuem glicemia alta e 17% registram triglicérides acima dos níveis considerados ideais.

Viva Saúde da Arteris na BR-101

Outros problemas evidenciados são a jornada excessiva de trabalho e pouco tempo dedicado ao sono. Em média, os caminhoneiros ficam fora de casa cerca de 20 dias em um mês e muitas vezes enfrentam uma jornada de mais de 18 horas no trânsito. Já 76% dos profissionais dormem no próprio caminhão e apenas 7% fica hospedado em hotéis na rotina de trabalho.

Apesar das restrições à venda, o “rebite” ainda é parte da rotina dos profissionais de transporte rodoviário: 13% faz uso de anfetaminas. E 12% estão na faixa mais alta na Escala de Sonolência de Epworth, o que indica um risco 70% maior de sofrer acidente automobilístico. O levantamento aponta que 24% já sofreu algum tipo de acidente nas estradas.

A pesquisa da Arteris mostra também que apenas 30% possui plano de saúde. No entanto, muitos não podem usufruir do benefício, pois há convênios que atendem apenas regionalmente. Outro problema é a jornada de trabalho e o fato de os caminhoneiros estarem rotineiramente fora de casa, o que faz com que eles tenham grandes dificuldades de conseguir consultas em clínicos gerais e especialistas.

Fonte: Arteris

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