RITMO ACELERADO: O Daer está executando as obras na ERS-122, no km 43, entre São Vendelino e Farroupilha, na Serra, com o objetivo de libera a via o mais rápido possível. Foto: Divulgação

De acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), explosões serão realizadas para provocar queda de rochas que seguem instáveis

O desbloqueio do km 43 da ERS-122, entre São Vendelino e Farroupilha, na Serra, deve ocorrer após a detonação de rochas do alto do talude às margens da rodovia, de acordo com o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

Ainda de acordo com o órgão, o sucesso dessa etapa da obra é fundamental para avaliar a possibilidade de novos deslizamentos no trecho. O Daer informou que as equipes da empresa contratada para a manutenção da ERS-122 realizam perfurações nas rochas da parte superior da encosta. Os furos, de até 15 metros de profundidade, serão utilizados para a colocação dos explosivos.

Ainda de acordo com o Daer, o serviço consiste numa explosão controlada no sentido de desprender as rochas que seguem instáveis. De acordo com o diretor de Operações do Daer, Sandro dos Santos, é preciso ter cautela em razão da existência de uma torre de alta tensão, no alto do morro, que não pode sofrer abalos.

Para o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Daer, Luciano Faustino, esse acompanhamento dos serviços é fundamental para garantir a segurança tantos dos trabalhadores quanto dos usuários da ERS-122. “Temos ciência da importância da rodovia e, desde o primeiro deslizamento, atuamos no sentido de resolver o problema o mais breve possível”, reforça. “No entanto, temos o compromisso de proteger as pessoas. Uma vida vale mais do qualquer obra rodoviária”, conclui.

Faustino esclarece que o desbloqueio do trecho será definido após o desmonte das rochas. “A expectativa é iniciar essa etapa de remoção após as detonações ainda esta semana, porém o trabalho está condicionado às variações climáticas, uma vez que um alto volume de chuva pode acarretar na queda dos equipamentos que realizam a atividade em cima do talude. São máquinas de até 18 toneladas”, frisa o diretor.

“O que podemos garantir é que estamos operando ininterruptamente no sentido de fazer a liberação o mais breve possível, desde que haja condições adequadas para os motoristas”, acrescenta.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui