O casal levava a pequena Alice de 29 dias para conhecer a família

Hoje é celebrado o Dia Mundial em Memória das Vítimas de Trânsito. É uma data ONU. Apesar disso, no Brasil não temos nada para comemorar, somente retrocessos que já estão produzindo mais mortes, particularmente nas rodovias federais. Já são mais de 40 mil mortos por ano, 400 mil feridos, mais de 200 mil pessoas com lesões permanente ou invalidez a cada ano.

A maioria dos responsáveis pelos acidentes que matam e sequelam, deixam famílias órfãs, tem a garantia da impunidade, que no caso do trânsito é muito maior. Estes dias recebemos várias mensagens de pessoas que perderam entes queridos nas estradas. Nos chamou atenção dois casos em particular. Um senhora perdeu o filho e o irmão , outra o marido caminhoneiro.

Quando visitamos o facebook de ambas descobrimos que aquela que perdeu o filho é fan do Haddad e a esposa do caminhoneiro de Bolsonaro. A dor dos familiares das vítimas é a mesma, não importa crença, raça, classe social, preferências políticas. Nenhuma das duas senhoras sofreu diferente. Precisamos entender que vítima não tem ideologia , tem família. O casal da foto e sua linda Alice, que completaria 1 mês, morreram no dia 12 de outubro, Dia da Padroeira e Dia da Criança, num acidente na Dutra. Junto com eles morreram a avó da menina e o seu esposo. O caminhoneiro que invadiu a pista contrária também morreu. Alguém acha que a menina tinha partido? Alguém perguntou no enterro em quem os mortos tinham votado? Claro que não, porque há coisas muito maiores na vida.

Num momento de tanta polarização, devemos lembrar antes de tudo que somos todos humanos. Nesta data é importante recordar dos que se foram ou que ficaram com invalidez permanente por causa de acidente de trânsito. Talvez ajude a sociedade entender que a prioridade é a preservação da vida. Nós não temos dúvida de que os Governos, os anteriores e atual, jamais entenderam isso. Cabe a nós fazer com que as autoridades mudem de postura mas nós também temos que dar nossa contribuição para isso. Caso contrário, continuaremos a contabilizar os mortos, como estamos vendo neste feriado da Proclamação de República!

4 COMENTÁRIOS

  1. Texto inútil. Misturar tragédias familiares com política parece só querer acirrar a polarização pela qual nosso país passa.

    Esse espaço poderia ter sido usado para conscientizar as pessoas sobre suas próprias responsabilidades nesse drama ao invés de deixar implícito que uma pessoa de esquerda está pouco ligando se um simpatizante da direita morrer em um acidente e vice-versa.

    • É justamente o contrário. Mostramos que quando criticamos as medidas do Governo que estão colocando vidas em risco, como a proibição da polícia rodoviária federal de fiscalizar excesso de velocidade, não é questão ideológica, nem política. Recebemos inúmeros ataques dos eleitores de Bolsonaro porque acham que somos contra seu Governo. Por outro lado, quando elogiamos as obras que estão sendo feitas pelo atual Governo, contribuindo para tornar mais seguros trechos com problemas crônicos, somos atacados pela esquerda dizendo que somos defensores de um Governo fascista. O que alertamos neste editorial é que acidente atinge a todos e a dor da perda de um ente querido não é diferente conforme sua coloração política. Portanto, precisamos preservar a vida e não temer elogiar boas medidas ou criticar as equivocadas. Enfatizamos que chega de polarização quando o assunto é preservar vidas humanas. Até porque nós somos ligados diretamente a entidade de vítimas de trânsito e o que você considera um texto inútil, muitos dos nossos, que perderam familiares, consideraram essencial destacar que morte no trânsito não escolhe vítima. Quanto a usar este espaço para conscientizar pessoas sobre sua responsabilidade no trânsito, fazemos isto há 26 anos, sendo 20 como portal. Difícil encontrar qualquer veículo gratuito no país que tenha um histórico desse.

  2. O Problema que toda a população criticava não era sobre controlar a velocidade nas rodovias e sim a maneira como isso acontecia…de forma abusiva e escondida.

  3. Meu Deus ajuda a todos entenderem que se respeitar as placas acaba radar acaba multas, mortes , invalidos , sobra dinheiro , o veículo dura mais e chega até mais tranquilo . Vamos andar 120 km/ h onde é, 60km/h onde é.
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