BURAQUEIRA: Moradores de Sinop, no Mato Grosso, estão insatisfeitos com a quantidade de buracos que se formou na BR-163, depois das chuvas. Foto: Reprodução

De acordo com os moradores, a falta de manutenção aliada ao tráfego intenso de veículos deixam a rodovia numa enorme buaraqueira; a concessionária Rota do Oeste disse que vai intensificar os reparos

Os moradores de Sinop, a 500 quilômetros de Cuiabá MT) estão revoltados com a quantidade de buracos na BR-163 formada por conta do tráfego intenso de carretas e caminhões, além da falta de manutenção aliada à intensa chuva das últimas semanas que gera ainda mais desgaste no pavimento.

O que mais deixa a população indignada é que no trecho onde há buracos, principalmente no perímetro urbano da cidade, é de responsabilidade de concessionária Rota do Oeste, que cobra pedágio no valor de R$ 7 por eixo de veículos de cargas.

Entre a rotatória de acesso à MT-140 até a rotatória de acesso à Avenida dos Tarumãs, há muitos buracos e alguns deles grandes como no “pé” do radar que fica próximo da rotatória da Avenida dos Jatobás e vias laterais. Há mais de duas semanas que está nessa situação.

Outro trecho onde a capa asfáltica está muito desgastada e começando a formar buracos é na pista sentido Sul, nas proximidades do viaduto do São Cristóvão.

Em nota, Rota do Oeste afirma que trabalhos de recuperação da via já começaram e justifica que problemas são por conta do aumento de tráfego e pelo período chuvoso.

Confira a nota na íntegra:

“A Rota do Oeste informa que a região Norte do estado recebe neste mês de março uma intensificação nas atividades de recuperação, com um incremento no número de equipes que atuam na recuperação da pista. Este acréscimo se dá justamente por conta do aumento do número de casos de problemas no pavimento ocasionados pela confluência de dois fatores: o aumento de tráfego decorrente do escoamento da safra de soja e o período de maior índice pluviométrico no ano.

Atualmente, três equipes atuam em reparos no asfalto no segmento entre Nova Mutum e Sinop. Os trabalhos emergenciais são realizados com o intuito de mitigar os impactos na trafegabilidade. As atividades possuem duas frentes distintas que acontecem em duas etapas: na primeira o serviço é feito com material denominado de ‘massa fria’, em uma ação paliativa, executada assim que as equipes identificam o dano no pavimento. A segunda etapa acontece logo em seguida, com a execução da obra de reparo localizado.

À medida que as chuvas recuem, os trabalhos emergenciais darão espaço à recuperação especial do pavimento, trabalhos mais profundos, que preveem a troca de longos segmentos de capa e que têm maior vida útil para suportar o ciclo anual. Em 2021 está previsto investimento recorde da Rota do Oeste na manutenção do pavimento, com cerca de R$ 120 milhões destinados.

É importante ressaltar também que os valores dos pedágios são definidos pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), sem qualquer influência da Rota do Oeste. Esses investimentos envolvem também os atendimentos médicos, apoio mecânico, guinchos, remoções, apoio no combate a incêndios, além das viaturas de inspeção e bases de atendimento distribuídas pela rodovia. Todo esse aparato garante a segurança e mantém o fluxo funcionando com segurança, quando algum acidente acontece, evitando que outros ocorram.”

Fonte: Repórter MT

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