Transportadoras americanas defendem o exame toxicológico do cabelo

Postado dia 29/2/2016 | Tags:, , , , , , , , , , , | 0 comentário

A partir de 02 de março os motoristas profissionais brasileiros serão obrigados a realizar o exame toxicológico de larga janela (teste do cabelo) na renovação da carteira, nas categoria C, D e E. Também será obrigatório na adição de categoria, admissão nas empresas e no desligamento.É a primeira medida para combater o uso de drogas por quem dirige desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor em janeiro de 1998.  Os exames já estão sendo utilizados nos EUA e , as empresas que o utilizam, zeraram os acidentes com motoristas sob efeito de drogas.  O Diretor Executivo da Trucking Alliance, Lane Kidd e o Vice-Presidente de Segurança da Transportadora Maverick, falam sobre isso em entrevista exclusiva para o Estradas.com.br .

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Nos EUA os exames toxicológicos para motoristas profissionais iniciaram em 1988. Num primeiro momento os motoristas foram informados que passariam pelos testes de urina, com data previamente informada. Esse tipo de exame permite identificar uso de drogas entre dois e quatro dias antes da coleta. Passados sete anos as autoridades americanas autorizaram também que fossem feitos exames randômicos, ou seja, teste surpresa.

Algumas transportadoras americanas descobriram que muitos motoristas continuavam a usar drogas e conseguiam burlar o exame de urina. Após dois acidentes graves, a transportadora J.B. Hunt decidiu usar outra tecnologia. Escolheu o teste do cabelo que permite extrair cabelo ou pelos e detectar o uso de drogas por pelo menos 90 dias antes da coleta. A empresa continuou a fazer os testes de urina, que são obrigatórios, e passou a fazer paralelamente o de cabelo. Após 168 mil exames de  urina e  de cabelo, conseguiu zerar os acidentes com motoristas sob efeito de drogas e flagrou 3.845 motoristas que passaram no teste de urina mas foram pegos no cabelo, que confirmaram a maior confiabilidade do teste do cabelo.Testetoxicológicodocabelo

A experiência da J.B. Hunt estimulou outras transportadoras e nos últimos 5 anos várias empresas estão adotando o exame. As transportadoras que fazem parte da Trucking Alliance, entidade criada para defender políticas de transporte seguro, que reúne empresas com 48 mil motoristas, conseguiram praticamente zerar os acidentes com motoristas sob efeito de drogas.

 


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