No entanto, entidades nacionais como a CNTA e Abcam não reconhecem paralisação

A possibilidade de novas paralisações de caminhoneiros após o feriado de 7 de setembro, divulgada nas redes sociais em nome da União dos Caminhoneiros do Brasil (UCB), não é reconhecida pelas principais entidades de classe ligadas ao setor. O tema voltou a repercutir depois de uma série de medidas contrárias aos acordos firmados com a categoria pelo governo no primeiro semestre.

O primeiro anúncio ocorreu na sexta-feira, 31, com o reajuste de 13% do preço do diesel nas refinarias. Foi a primeira atualização desde junho. No dia seguinte, a Agência Nacional de Transporte Terrestres (ANTT) confirmou que precisará rever a tabela de fretes, principal reivindicação dos caminhoneiros durante a paralisação de 11 dias, entre maio e junho, mas não indicou o valor percentual de reajuste.

Com a repercussão gerada com a ameaça de greve, duas das principais entidades de classe emitiram notas sobre o tema. A Confederação Nacional dos Transportes Autônomos (CNTA) e Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) se posicionaram contrárias à possibilidade de novas paralisações da categoria.

A CNTA destaca que o direito de greve legal só é instalado por assembleia gerais, promovidas por sindicatos da categoria e que “não há motivos para uma nova paralisação”, além de desconhecer qualquer mobilização interna na sua base sindical. Já a Abcam, responsável pelas negociações da greve, afirma manter contato constante com o governo e desconhecer a representatividade da UDC. O documento ainda pede tranquilidade à população.

A Secretaria de Estado de Segurança Pública de Santa Catarina afirma acompanhar o tema, mas sem uma determinação geral para os órgãos de segurança. O trabalho é feito pelos setores de inteligência de cada setor. De acordo com o 2º Grupo de Polícia Militar Rodoviária, não há atuação específica sobre o caso.

Sem definição
Segundo o caminhoneiro Sheile Nicoletti, envolvido nas paralisações de maio, as indefinições e recentes decisões do governo federal voltaram a gerar instabilidade entre os profissionais. No centro do país, afirma, uma nova paralisação é vista como uma forma de retaliação ao não cumprimento do acordo firmado.

Apesar de confirmar conversas na região sobre o tema, ele reforça não haver uma definição sobre atos locais. “A insatisfação existe, mas não temos nada concreto. No estado estamos acompanhando o que se define em São Paulo e Rio de Janeiro para ver se vamos aderir ou não.”

De acordo com Nicoletti, as informações são distribuídas em grupos de WhatsApp restritos aos trabalhadores do setor e pelo rádio dos caminhões, durante os trajetos.

Fonte: www.omunicipio.com.br

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