Protestos pedem a redução da carga tributária sobre o diesel, o combustível mais consumido no país

Caminhoneiros voltam a bloquear rodovias e o porto de Santos (SP) nesta terça-feira, dando continuidade ao protesto de segunda-feira que pede a redução da carga tributária sobre o diesel, o combustível mais consumido no país.

Segundo a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que organiza o movimento, ao menos oito Estados registram manifestações até o momento: Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Não estava claro se eram interdições parciais ou totais.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não tinha de imediato um levantamento atualizado sobre os bloqueios.

A Abcam, contudo, prevê uma adesão maior aos protestos nesta terça-feira ante a véspera, que contou com cerca de 200 mil caminhoneiros em 19 Estados e levou integrantes da cúpula do governo a se reunirem com o presidente Michel Temer para tratar do assunto.

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, tem reunião nesta manhã com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, para dialogar sobre a alta dos combustíveis. Desde que a petroleira passou a reajustar quase que diariamente os preços dos combustíveis, seguindo o mercado internacional e o câmbio, o diesel acumula alta de quase 50 por cento nas refinarias.

Mais cedo, a petroleira comunicou que reduzirá tanto os valores do diesel quanto os da gasolina nas refinarias a partir de quarta-feira.

Os protestos levantam receios quanto ao escoamento da safra agrícola deste ano, a segunda maior da história, uma vez que ocorrem justamente em importantes Estados produtores, incluindo Mato Grosso e Paraná, os dois maiores.

No porto de Santos, o maior do Brasil, por onde sai boa parte da safra nacional, um caminhão bloqueia totalmente a passagem de veículos na margem do Guarujá, segundo a assessoria de imprensa da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).

Na margem de Santos, a manifestação é pacífica, mas o fluxo de caminhões é praticamente nulo porque as empresas já se programaram para não realizar o transporte em meio aos protestos, disse a Codesp, acrescentando que as operações de embarque e desembarque de navios ocorrem normalmente dados os estoques nos terminais.

Em Paranaguá (PR), no Paraná, também há registro de manifestação na entrada do porto, mas sem afetar o fluxo de veículos, segundo a assessoria de imprensa.

Fonte: Exame