Movimentos populares e centrais sindicais realizam atos em todo o país no dia  Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência

Desde o início do ano movimentos populares de centrais sindicais marcaram esta segunda-feira (19) como o Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência, do governo Temer, para realizar uma série de atos e greves com o objetivo de pressionar os deputados na votação que estava prevista para acontecer entre hoje e quarta-feira (21). Mas com o decreto de intervenção militar na segurança pública do Rio de Janeiro, o debate sobre a reforma da Previdência será atrasado na Casa e isso pode estar impactando nos diversos atos programados contra a reforma.

Na grande São Paulo, o dia começou com pontos de greve nas principais cidades da região. No Aeroporto de Congonhas, São Paulo, manifestantes organizaram uma batucada em frente ao embarque. Bem no início da manhã, outro grupo bloqueou uma pista da rodovia Presidente Dutra, Km 214, sentido São Paulo, queimando pneus. Mas por volta das 8h a Polícia Militar interveio o liberou o local. Segundo informações do Estado de S.Paulo.

Na região metropolitana de São Paulo, motoristas e cobradores de ônibus da capital e cidades vizinhas como Santo André, São Bernardo do Campo e Guarulhos ficaram paralisados desde a madrugada até por volta das 7h30 da manhã. A empresa Metra furou a greve reforçando a frota com carros à Diesel, realizando trajetos alternativos. Mesmo assim, trabalhadores da empresa mantiveram alguns trólebus parados nos terminais intermunicipais.

Em Guarulhos, 85 linhas intermunicipais não funcionaram até as 7h30, quando os passageiros começaram a pegar ônibus. Ainda, segundo informações do Estado de S.Paulo, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Sorocaba e Região tinham planejado uma paralisação para o dia inteiro. Mas, voltou atrás com o risco da PEC nem entrar em pauta na Câmara devido ao decreto de intervenção militar no Rio.

Por outro lado, segundo informações do Correio 24 Horas e do jornal Grande Bahia, movimentos sociais iniciaram o dia em Salvador com atos de greve. A Central Única dos Trabalhadores da Bahia (CUT Bahia) confirma que 26 municípios estão mobilizados em atos contra a reforma.

Já segundo informações do portal Brasil de Fato, que acompanha minuto a minuto os protestos, confirmam manifestações por todo o país. Manifestantes em Goiânia realizam atos nas ruas da capital. No Rio de Janeiro, petroleiros da Bacia de Campos fazem atos no terminal de Cabiúnas e prometem ocupar as 33 plataformas por 48 horas contra a reforma da Previdência. Atos semelhantes acontecem em Curitiba, em Limoeiro do Norte (Ceará), no aeroporto de Brasília, Florianópolis (capital de Santa Catarina), em Picos (Piauí), na Refinaria Abreu e Lima, em Suape (Pernambuco), Recife, Caruaru e Petrolina.

Em São Paulo, antes de amanhecer o dia, o Sindicato dos Químicos de São Paulo paralisaram da Av. Interlagos com Nações Unidas.

A Constituição Federal proíbe a aprovação de qualquer proposta de emenda constitucional (PEC) enquanto um decreto de intervenção federal estiver em vigor, ainda assim o pacote pode tramitar na Câmara dos Deputados. Em outras palavras, nada impede que a discussão avance na casa nos próximos dias. Por outro lado, os parlamentares têm dez dias para apreciar a decreto de intervenção.

Na última sexta-feira (16), após assinar o decreto, Temer declarou que a ideia é, no momento em que estiver concluída a discussão na Casa – subentende-se, quando o Planalto tiver para si garantia de 308 dos 513 deputados para garantir a passagem em primeiro turno – irá suspender temporariamente o decreto no Rio para votação da PEC. Uma manobra um tanto atabalhoada.

Fonte: Jornal GGN

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