FIM DO PEDÁGIO: Concessão da ponte do Rio Paraguai, na BR-262, em Porto Morrinho (MS), não será renovada e pedágio deixará de ser cobrado. Foto: Divulgação/Agepan

De acordo com a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEPAN), com o fim do contrato, Dnit assume e cobrança de pedágio deixa de existir

Finalmente, uma  boa notícia aos usuários da ponte sobre o Rio Paraguai, na BR-262,em Porto Morrinho, no Mato Grosso do Sul: o contrato de concessão vence em 2 de outubro de 2022, e não consta renovação. Com isso, a ponte volta ser administrada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), e não haverá mais a cobrança da tarifa de pedágio, que atualmente é de R$ 12,00.

Segundo a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (AGEPAN), há um requerimento do vereador Alexandre Taques Vasconcellos que, em maio deste ano, solicitou à Agência, a redução do valor cobrado no pedágio da ponte localizada na BR-262, trecho Corumbá-Campo Grande, bem como cópia do contrato firmado com a concessionária Porto Morrinho Ltda.

No documento, a Agepan informa que o Contrato SEOP n° 003/2008 estabeleceu a outorga de concessão precedida de obra pública, para a exploração do complexo rodoviário denominado Ponte sobre o Rio Paraguai, mediante cobrança de pedágio e a prestação de serviços inerentes, acessórios e complementares à concessão de serviços públicos.

Conforme previsto em cláusula (7.1.1), o valor de cada tarifa básica “será reajustado em periodicidade anual, em conformidade com o caput do § 5º, do Art.70, da Lei 9.069, de 29 de junho de 1995, oportunidade em que serão verificadas, quanto ao cumprimento das disposições do contratado pela concedente”.

Ainda de acordo com a Agepan. o “procedimento de reajuste dos valores das tarifas de pedágio cobrado pela utilização, como meio de transposição da ponte rodoviária sobre o Rio Paraguai, na rodovia BR-262, em Corumbá (MS), para o ano de 2021, foi colocado em consulta pública no período de 8/12/2020 a 22/12/2020, por meio do processo Agepan nº 51/200908/2020”.

Concessão é de 13 anos

O prazo de concessão é de 13 anos, nove meses e 24 dias, contados a partir da assinatura do contrato de concessão, que foi em 8 de dezembro de 2008. Diante disso, resta um ano para o fim do contrato, e não há precisão de renovação.

A Agepan informou ainda que, embora considerando a análise do pedido, “não existe previsão legal que possibilite a redução do valor da tarifa básica de pedágio da ponte rodoviária sobre o Rio Paraguai”, e que, “além disso, tomando como base o vencimento da concessão, e segundo consta o bem será revertido ao Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), e não haverá mais a cobrança do pedágio.

Importante

O vereador Alexandre Vasconcellos comemorou a informação, considerando-a extremamente importante. “Infelizmente não conseguirmos reduzir os valores atuais do pedágio, mas estamos recebendo uma notícia excelente que, com o fim do contrato, a ponte será entregue ao Dnit, e isso representará o fim da cobrança de pedágio”, celebrou.

Mesma com a informação, o vereador ressaltou que é preciso redobrar as atenções e continuar trabalhando para que isso realmente ocorra. “É uma ótima notícia para todos, mas temos que nos manter atentos e trabalhar para que isso realmente aconteça e a ponte seja revertida ao Dnit.

Maior do Brasil

O vereador presentou o requerimento em maio na tentativa de reduzir os valores cobrados pelo pedágio, que é um dos maiores do País. Para se ter uma ideia, o pedágio da Ponte Rio – Niterói, com mais de 13 quilômetros, custa R$ 4,60, quase três vezes menos que o valor pago para atravessar uma ponte de 1.890 metros de extensão (R$ 12,00 para veículos de passeio).

Alexandre lembrou que o alto valor do pedágio no Morrinho tem gerado reclamações de usuários que consideram o preço abusivo, bem como injustificável o aumento no início do ano.

Com informações da assessoria de imprensa do vereador

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