Custo logístico do Sul, que hoje é de R$ 30,6, subirá para R$ 47,8 bilhões

Estudo da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e pelas federações estaduais da indústria, em 2012, identificou 51 projetos, que podem contribuir para o setor produtivo do Sul movimentar e escoar sua produção. As principais obras são em melhorias e ampliação de rodovias que cortam Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, além de duas ferrovias.

Caso nada saia do papel, o custo logístico do Sul, que hoje é de R$ 30,6 bilhões, subirá para R$ 47,8 bilhões, em 2020, de acordo com o estudo. “A economia gerada pela implantação de melhorias (como a duplicação das pistas) seria maior do que o custo do investimento (R$ 1,5 bilhão). Seriam economizados R$ 1,7 bilhão. Temos trechos que estão em andamento, mas há alguns trechos que ainda estão em planejamento e isso precisa ser colocado logo em prática”, explica Ilana Ferreira, analista de Políticas e Indústria da CNI.

Para os especialistas, entre as rodovias que dependem de investimento está a rodovia do Mercosul, que liga Rio Grande Sul diretamente a Argentina. “A possível duplicação dela até Uruguaiana (PR) seria fundamental para melhorar os negócios entre os país vizinhos e o Brasil”, diz Neuto Gonçalves dos Reis, diretor técnico da NTC&Logistica.

Para CNI, entre os projetos vitais para garantir um ganho de prazo no escoamento das cargas está a revisão e adequação de estradas federais, todas licitadas e já com projetos em andamento pelo PAC (Programa de Aceleração no Crescimento).

“No caso do Sul, se tem uma infraestrutura adequada, na BR101, é preciso adequação, duplicação. Outra obra de extrema importância é a BR 116, é importante para o setor de veículos e autopeças. Mas vemos que as obras apresentadas foram previstas e apresentadas, licitadas, com contratos em andamento em boa parte delas. São contratos de concessão de 20 anos, então, isso tudo leva tempo. Mas há um avanço relevante. Já há um modelo de concessão robusto, bem-aceito pelo setor privado, mas não há como estimar data para que, efetivamente, vejamos a fluidez dos trajetos já com todas as melhorias previstas implantadas. Temos um cenário para que isso respeite a previsão do estudo (até 2020), mas é algo que, em prática, não há como se prever”, diz Ilana.

1. BR-116: Porto Alegre (RS) a São Paulo (SP)
Uma das principais ligações do Sul ao Sudeste, a rodovia atravessa importantes polos industriais no trajeto, mas está saturada. Obras de duplicação e melhorias reduziriam tempo e custos no transporte de cargas.
Investimento: R$ 1,5 bilhão
Economia anual: R$ 1,7 bilhão (valor baseado no volume de cargas estimado para 2020)

2. BR-101: Caxias do Sul (RS) a São Paulo (SP)
Principal via costeira do país, a BR-101 liga capitais e polos industriais a importantes portos do Sul. Opera acima de sua capacidade, sobretudo na região de Florianópolis e precisa de duplicação de vários trechos.
Investimento: R$ 867,7 milhões
Economia anual: R$ 1,6 bilhão (2020)

3. BRs-282 e 280: De São Miguel (SC) ao porto de São Francisco do Sul (SC)
O eixo cruza Santa Catarina, ligando regiões produtivas do oeste do estado ao litoral. É preciso realizar obras de melhorias e duplicação no trecho rodoviário e de ampliação de terminais do porto.
Investimento: R$ 1,8 bilhão
Economia anual: R$ 362,7 milhões (2020)

4. Ferrovia Norte-Sul: Trecho Sul
Espinha dorsal do transporte ferroviário nacional, a FNS ligará o Sudeste ao porto de Rio Grande (RS). Uma vez concluída, oferecerá importante rota para movimentar grande volume de cargas de e para o Sul.
Investimento: R$ 6,9 bilhões
Economia anual: R$ 755,3 milhões (2020)

5. Ferroeste: De Guaíra (PR) aos portos de Paranaguá (PR) e São Francisco do Sul (SC)
A ferrovia liga o Centro-Oeste aos dois portos do Sul, mas precisa de obras e melhorias para consolidar rota para a produção agroindustrial oriunda Centro-Oeste e do oeste do Paraná.
Investimento: R$ 3,3 bilhões
Economia anual: R$ 790 milhões (2020)

Fonte:  www.noticias.terra.com.br

 

 

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