Caminhoneiro foi seguido pelas viaturas da PRF mas só foi abordado depois de percorrer 63 quilômetros na BR-116. Foto: Divulgação/PRF

Condutor de um Ford Cargo foi flagrado dirigindo sob efeito de cocaína na rodovia; PRF montou esquema, incluindo helicóptero, para prender o infrator

Uma cena de filme foi vista na tarde de ontem (8), na rodovia BR-116, que liga São Paulo a Curitiba, no Paraná. Total irresponsabilidade de um caminhoneiro de 23 anos, que trafegava de forma perigosa na BR-116, sentido Curitiba-São Paulo.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) depois de muito trabalho prendeu em flagrante o motorista que dirigia sob efeito de cocaína e quase provocou uma série de acidentes na BR-116, entre Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

Os agentes da PRF só conseguiram deter o caminhoneiro em Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba. Eram 12h20, quando uma equipe da PRF, que fazia ronda pela Rodovia Régis Bittencourt, pista sentido SP, altura do km 25, notou diversos motoristas apontando na direção de um caminhão que transitava mais à frente, no mesmo sentido.

Barreira foi montada em frente à base da PRF, em Taquari, para prender o infrator. Foto: Divulgação/PRF

O caminhão Ford Cargo transitava em zigue-zague e ameaçava os demais veículos. O motorista realizava mudanças de faixa repentinas, forçando os outros veículos a frear ou sair de pista para evitar uma colisão.

No momento em que uma viatura da PRF se aproximou, enfrentou a mesma dificuldade em ultrapassar, pois o condutor estava claramente agindo de má fé. Além de desobedecer às ordens de parada, ele, 16 quilômetros à frente, fez o retorno e seguiu na direção de Curitiba.

Como havia um risco iminente de o caminhoneiro provocar um acidente de grandes proporções, os policiais rodoviários federais efetuaram disparos na direção dos pneus do caminhão. Mesmo com cinco pneus perfurados, o motorista seguiu em fuga, que totalizou exatos 63 quilômetros. Alguns dos pneus se desmancharam por completo, e as rodas se arrastavam no asfalto.

Agentes da PRF, durante a perseguição, tiveram que atirar nos pneus para tentar para o veículo. Mesmo diante de cinco pneus furados, o caminhoneiro seguir adiante. Foto: Divulgação/PRF

Reforço na abordagem 

Com apoio de um helicóptero da PRF e de outros policiais rodoviários federais e equipes da Polícia Militar, foi montada então uma barreira em frente à Unidade Operacional Taquari, no quilômetro 56 da BR-116.

Quando avistou o bloqueio, o caminhoneiro ainda tentou fazer o retorno e acessar a pista contrária, mas acabou por parar sobre o canteiro central.

Ele se recusou a sair da cabine do caminhão e resistiu à prisão de forma agressiva, se debatendo, chutando e tentando agredir os agentes. Foram necessários seis policiais para contê-lo e algemá-lo.

O motorista, de 23 anos de idade e morador de Caxias do Sul (RS), responderá pelos crimes de conduzir veículo automotor com capacidade psicomotora alterada por substância psicoativa que determine dependência, direção perigosa, desobediência e resistência à prisão.

Aos policiais rodoviários federais, o homem admitiu ser usuário de cocaína há cerca de dois anos. Dentro da cabine, sob uma folha de papel, foi localizada uma pequena quantidade de substância análoga à cocaína.

O homem transportava uma carga de batatas. Ele saiu do Rio Grande do Sul, com destino a São Paulo (SP). Totalmente fora de si, alegou apenas que alguém estaria tentando roubá-lo –provavelmente um efeito do entorpecente.

Após resistência à prisão e tentativa de agressão contra os PRFs, o caminhoneiro, de 23 anos, foi preso e o Ford Cargo retido na base da PRF. Foto: Divulgação/PRF

A PRF encaminhou o preso para a Delegacia da Polícia Civil de Campina Grande do Sul. O caminhão permaneceu retido no pátio da PRF.

Além dos enquadramentos criminais, o motorista ainda foi autuado por sete infrações de trânsito: dirigir sob efeito de substância psicoativa, dirigir ameaçando os demais veículos, deixar de dar passagem à viatura policial, transitar em acostamento, demonstrar manobra perigosa, transitar sobre marcas de canalização e não portar documento obrigatório.

Fonte: Estradas com Agência PRF

1 COMENTÁRIO

  1. Por isso precisamos a cada dia, de mais e mais FERROVIAS para o transporte de cargas e passageiros. Um maquinista é preparado, tem formação, o trem é rastreado e segue um trajeto fixo, além dos devidos recursos como homem-morto que o trava se algum problema acontecer. Muito diferente da grande maioria dos caminhoneiros que além do despreparo, são mal educados, abusam nas estradas com alta velocidade, excesso de peso, ultrapassam em locais perigosos, não respeitam carros e outros veículos menores, usam drogas para se manterem acordados, resumindo, totalmente inconsequentes.

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