
Contrato assinado pela empresa com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) assegura “fluidez do tráfego”, mas quem utiliza a rodovia é vítima de engarrafamentos diários
Engarrafamento na BR-101 passou de exceção à regra. Os motivos são relativos e incontáveis, mas o fato é que esse estrangulamento do fluxo implica em um descumprimento no contrato firmado pela concessionária Arteris S/A (Autopista Arteris Litoral Sul).
Em, pelo menos, cinco pontos, o documento assinado entre a empresa responsável e a ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) assegura “fluidez do tráfego”. A condição, inclusive, é tratada como um dos pilares do documento formalmente reconhecido há quase 13 anos.
O capítulo 15 do contrato, por exemplo, é bem assertivo ao descrever a obrigação da empresa em entregar um “serviço adequado”.
“O serviço adequado que caracteriza o objeto deste contrato é o que satisfaz as condições de regularidade, continuidade, eficiência, conforto, segurança, fluidez do tráfego, atualidade, generalidade, cortesia na sua prestação e modicidade das tarifas”.
Veja o que diz o documento:
Um dos trechos do contrato que cita a “fluidez do tráfego”; condição cada vez menos vista nos gargalos da rodovia. Foto: ANTT/Arteris/divulgaçãoCenário crítico
Poucos setores da sociedade passaram incólumes à pandemia do coronavírus como o transporte. Se nos primeiros meses de isolamento o cenário esteve alterado devido ao maior número de pessoas em isolamento preventivo, ao passar dos dias essa situação normalizou.
Dentro desse contexto a BR-101, na Grande Florianópolis, foi um importante termômetro. Maior rodovia do País, o corredor formado na região é vital para o escoamento da produção na América do Sul e simplesmente não parou.
O início da semana marcou a retomada parcial das aulas presenciais e, como tudo na mobilidade da região, imediatamente refletiu no trânsito.
O período às vésperas de um Carnaval pandêmico – mas ainda um período estendido – dá outro ingrediente a um fluxo que simplesmente não desenvolve em ambos os sentidos.
“Hoje em dia não existe mais hora, lugar e sentido. Sair na rodovia é certeza de engarrafamento”, manifesta Eliane Roberto, 40 anos, enfermeira, moradora do extremo Norte de São José, quase divisa com Biguaçu.
“Hoje em dia não existe mais hora, lugar e sentido. Sair na rodovia é certeza de engarrafamento”, lembra Eliane Roberto, usuária da rodovia. Foto: Leo Munhoz/NDMais gargalos
Responsável por uma fatia de 356 quilômetros da maior rodovia do País em Santa Catarina e Paraná, a Arteris Litoral Sul também “acumula” gargalos em Balneário Camboriú, Itajaí (no entroncamento com a SC-412) e acesso aos município de Navegantes (onde encontra a BR-470). Isso sem contar com o trecho do extremo Norte, em Joinville, maior cidade do Estado.
Para o diretor da Arteris Litoral Sul, Antônio Cesar Sas, há um “crescimento fora da média” em Santa Catarina. “O crescimento de Santa Catarina é fora da média. Existem inúmeros pontos de serviço que passaram do limite. Há uma demanda de veículos muito maior que a rodovia oferece atualmente”, entende.
A empresa possui quatro praças de pedágio localizadas em território catarinense – além de uma quinta, que está localizada no Paraná – todas com o custo de R$ 3,90 para veículos de passeio.
São as seguintes (de Sul para Norte): Palhoça (km 243), Porto Belo (km 157), Araquari (km 79) e Garuva (km 1); além de São José dos Pinhais (PR) (BR-376 – km 376).
Obras em busca do desafogo
Em busca de melhorias no fluxo a concessionária tem pouco mais de 10 anos para dar celeridade aos trajetos, uma vez que o contrato de 25 anos finda em 2033.
Existem duas obras, especificamente, que prometem amenizar os problemas de fluxo em dois pontos considerados críticos: na Grande Florianópolis e em Balneário Camboriú.
Ambas devem iniciar já na próxima semana, depois do Carnaval, e prometem mitigar os impactos do crescente fluxo, segundo a concessionária.
Os prazos, no entanto, não animam: na região da Capital a estimativa é que a expansão da terceira faixa, entre Palhoça e São José, poderá ficar pronta em um ano. Já a ponte sobre o Rio Camboriú vai demorar um pouco mais: um ano e meio (18 meses).
Obras na região devem começar depois do carnaval; na imagem o sentido Sul, com três pistas, é o que mesmo modelo a ser construído no sentido Norte: prazo de um ano para a conclusão. Foto: Arteris/DivulgaçãoContorno Viário em um total de 13 anos
Há, ainda, a execução do Contorno Viário, uma das obras mais imponentes do País que promete revolucionar o trecho da Grande Florianópolis com 50 km de percurso, a margem da BR-101. O problema é que essa obra, prevista para ser entregue em 2012, está com novo agendamento de mais três anos de execução.













ANTT é uma corrupta prevaricadora sem moral, trabalha em conluio com as concessionárias de pedágio. São uns mau carater… Nem percam seu tempo falancom a ouvidoria dessa merda, e ou com quaiquer canai8s que coloquem a nossa disposição por são apenas pra idiota ver e acreditar nesses prevaricadores…