O presidente da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), Glauco José Côrte, entregou ao governador Raimundo Colombo documento em que defende urgência para as obras de manutenção de rodovias necessárias ao escoamento da produção catarinense. O estudo contempla as análises expeditas realizadas sobre a situação das rodovias estaduais catarinenses no período entre abril de 2016 a fevereiro de 2017. O estudo abre a possibilidade de pagar pedágio para garantir a melhoria das estradas.

Foram verificados 2,4 mil quilômetros de rodovias em várias regiões do Estado. O objetivo é sensibilizar o governo e lideranças políticas para que sejam tomadas medidas necessárias para garantir a qualidade dos principais corredores de transporte. Confira o documento na íntegra.

Na avaliação da FIESC, os dados demonstram que, mesmo que nesse período algumas rodovias tenham sido restauradas, a grande maioria está em estado precário. “Essa situação resulta não só no aumento dos índices de acidentes e dos custos logísticos, como também no comprometimento da integridade de um patrimônio catarinense inestimável, consolidado por grandes investimentos realizados ao longo de várias décadas”, salienta Côrte. “A situação traduz a necessidade de que sejam realizados investimentos na restauração imediata dos eixos rodoviários em questão, como também para que seja instituído um programa de manutenção e conservação permanente”, acrescenta.

O documento faz uma série de recomendações para cada uma das situações observadas pelo estudo e sugere a construção de um programa de pequenas concessões, ou de parcerias público privadas para a conservação, manutenção e restauração das rodovias.

Além de abordar as rodovias estaduais, a FIESC entregou ao governador documento que aponta ações prioritárias para a infraestrutura de transporte e logística catarinense. Entre as propostas estão o planejamento sistêmico e integrado da área; a conexão da BR-282 com o contorno de Florianópolis, em fase de construção; a busca de soluções para entraves relacionados aos projetos ferroviários catarinenses; investimentos para manter a competitividade dos portos catarinenses e a atualização do plano aeroviário de Santa Catarina para definir os investimentos mais urgentes.

Fonte: Ascom/Fiesc