Acidente aconteceu em julho de 2016, na BR-277, e deixou seis pessoas mortas e várias feridas

A Promotoria de Justiça de Morretes, no litoral do Paraná, pediu, por meio de uma ação civil pública, para que os responsáveis pelo acidente com um caminhão-tanque que deixou seis pessoas mortas e várias feridas na BR-277, em julho de 2016, reparem os danos causados.

“O Ministério Público requer na ação que a empresa, seu diretor e a concessionária indenizem os danos ambientais e sociais (incluindo danos morais coletivos), em valores a serem determinados na liquidação da sentença. Além disso, que façam a descontaminação do solo, a recuperação da mata ciliar e o monitoramento ambiental da área, entre outras obrigações”, declararam os promotores.

A tragédia ocorreu na descida da Serra do Mar e foi caracterizada pelos policiais rodoviários federais como uma cena de guerra. Um caminhão, que transportava 44 mil litros de álcool, explodiu após o caminhoneiro perder o controle da direção e bater contra uma mureta de proteção.

Segundo o MP-PR, o caminhão-tanque despejou milhares de litros no quilômetro 34,8 da rodovia, ocasionando a contaminação da água e do solo e a queimada de área de preservação permanente, além de danos à floresta atlântica.

O caminhão trafegava em alta velocidade e com problemas nos freios, ainda de acordo com os promotores.

São réus na ação a empresa responsável pelo transporte, o diretor-presidente, a concessionária da rodovia, o Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) e o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Em relação ao DER e à concessionária, a promotoria requer ainda que tomem diversas medidas com vistas a prevenir acidentes no local. Quanto ao IAP, também pediram o monitoramento ambiental da área e oriente os demais réus nas ações de recuperação ambiental.

Como aconteceu o acidente

A tragédia ocorreu na descida da Serra do Mar. Um caminhão, que transportava 44 mil litros de álcool, explodiu após o caminhoneiro perder o controle da direção e bater contra uma mureta de proteção. Doze veículos que trafegavam pela BR-277 foram atingidos.uma criança recém-nascida também sobreviveu, graças à ação rápida do pai.

O motorista do caminhão-tanque não se feriu e ficou preso por dois dias. Ele foi solto após pagar fiança de R$ 8,8 mil. Em depoimento, ele afirmou que o veículo havia sinalizado no painel problemas de freio.

De acordo com as investigações, o dono da empresa permitiu que o motorista usasse o caminhão, mesmo com falhas. O profissional responde por homicídio doloso com dolo eventual, que é quando o investigado não tem intenção, mas assume o risco de matar.

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