LIBERADA: Ponte é liberada na fronteira do Brasil (Acre) com o Peru, na BR-317. Fotos: Divulgação/PRF

De acordo com a Corporação, desde fevereiro, quando imigrantes iniciaram o bloqueio, foi montado um gabinete de crise a fim de garantir a segurança e a mobilidade no local

A intervenção do Governo Federal, que contou com o apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), resultou na liberação da ponte na BR-317, que liga o Acre ao Peru. O local estava ocupado por cerca de 40 imigrantes de diversas nacionalidades que tentavam cruzar a fronteira rumo ao país vizinho. O espaço foi liberado no fim da tarde de segunda-feira (8), de forma pacífica.

De acordo com a PRF, as autoridades peruanas fecharam a passagem desde março de 2020 como medida sanitária diante da Covid-19. Além dos 40 imigrantes acampados na ponte, havia cerca de 400 imigrantes que chegaram a Assis Brasil, no Acre, desde 12 de fevereiro, na tentativa de atravessar para o país vizinho. Desde então, a PRF instalou um gabinete de gerenciamento de crise a fim de garantir a segurança e a mobilidade na ponte da integração.

Riscos à saúde

Segundo a PRF, diante da negativa de deixar o local e dos riscos à saúde pública, inclusive relacionados ao novo coronavírus, e levando em conta que o bloqueio estava ocasionando desabastecimento de cidades vizinhas que utilizam a mesma ponte para o transporte de mercadorias, a PRF diuturnamente atuou nas negociações junto aos imigrantes.

IMIGRANTES: Segundo a PRF, cerca de 400 imigrantes estavam acampados na ponte, desde 12 de fevereiro.

Ainda de acordo com a PRF, após a atuação do governo brasileiro – que resultou na liberação da ponte de forma negociada e com a prestação de assistência humanitária – a Corporação monitora o local para garantir a fluidez do tráfego, especialmente dos caminhões que formaram filas no território do Brasil e do Peru.

Segundo a PRF, os agentes continuam no local para garantir a segurança e manter a ordem no retorno de brasileiros e peruanos ao seu país de origem. Os estrangeiros seguiram para abrigos oferecidos pelo Poder Público.

DEIXE UMA RESPOSTA

Você digitou um endereço de e-mail incorreto!
Por favor, digite seu nome aqui