Técnicos da Agência Nacional de Transporte Terrestre ouviram ontem, em Criciúma, as argumentações da região contra as quatro praças de pedágio. No entanto, deixaram a região sem mudar o projeto. Argumentação é de que como por aqui circulam menos carros é preciso aumentar número de praças e também o valor do pedágio.

“Não somos contra o pedágio a contestação é justamente com esse valor e esse número de praças. Se mantiver o projeto teremos um ponto de cobrança a cada 50 quilômetros”, questiona o prefeito de Içara Murialdo Gastaldon. “Ainda temos tempo para discutir. Entendemos que a privatização é necessária, mas o valor e o número de praças não se justificam”, emenda o presidente da Acic Moacir Dagostin.

Segundo a ANTT estão previstas praças de pedágio em Laguna, Tubarão, Araranguá e São João do Sul, com investimento previsto de R$ 2,9 milhões, o custo operacional de R$ 3,6 bilhões. A concessão é de 30 anos, e ainda segundo o órgão a BR-101 necessitará de adequações de acessos com vias marginais, já que foram identificados diversos pontos críticos no trecho Sul. As tarifas máximas apresentadas são de R$ 3,97, segundo estudo realizado em 2016, mas com índices de reajustes aplicados poderá chegar a R$ 4,20.

O superintendente de exploração da estrutura rodoviária da ANTT, Fábio Freitas, disse que o encontro é para ouvir a sociedade, e fazer os ajustes ao projeto. “Todos nós não queríamos ter que pagar pedágio, só que é uma conta que hoje matematicamente não é possível fechar com o recurso público”, complementou.

Fonte: www.sulnoticias.com

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