73 ANOS: Via Anhanguera (SP-330) completa 73 anos nesta quinta-feira (22 de abril). Na imagem, trabalhadores na construção da Anhanguera, nos anos 20. Foto: Arquivo Público do Estado de São Paulo

Desde sua inauguração, diversas melhorias foram implementadas ao longo do trecho; considerada uma das principais vias do País, faz ligação entre a capital e a região Norte paulista

Via Anhanguera (SP-330) completa 73 anos de inauguração, no trecho entre São Paulo e Jundiaí, nesta quinta-feira, 22 de abril de 2021. Considerada uma das principais vias do País, a estrada tem 453 quilômetros de extensão entre a capital paulista (marco zero) e Igarapava, na divisa com Minas Gerais.

Em 22 de abril de 1948, o então governador Adhemar de Barros, acompanhado por sua esposa Leonor Mendes de Barro, e pelo então secretário de Viação, Caio Dias Baptista, estavam presentes na inauguração oficial da Via Anhanguera (SP-330).

Na época, para atender às necessidades do projeto de integração do interior paulista foi assinada a Resolução nº 362 de 16/11/1948, criando as primeiras Divisões Regionais do Departamento de Estradas de Rodagem (DER) nas cidades de São Paulo (DR-10), Itapetininga DR-2), Bauru (DR-3), Araraquara (DR-4) e Campinas (DR-1).

Coube às Divisões Regionais construir, conservar, manter a malha rodoviária e dar apoio aos 645 municípios paulistas. Diante disso, novas sucursais foram criadas em outras cidades, como: Cubatão (DR-5), Taubaté (DR-6), Assis (DR-7), Ribeirão Preto (DR-8), São José do Rio Preto (DR-9), Araçatuba (DR-11), Presidente Prudente (DR-12), Rio Claro (DR-13) e Barretos (DR-14).

Sendo assim, os avanços surgiram, ano após ano. Com aumento considerável na malha viária do Estado, grandes obras foram realizadas pelas Divisões Regionais do DER.

INAUGURAÇÃO: Em 22 de abril de 1948, o então governador Adhemar de Barros (centro), acompanhado por sua esposa Leonor Mendes de Barro, (à esquerda) e pelo então secretário de Viação, Caio Dias Baptista, (à direita) participaram da inauguração da Via Anhanguera (SP-330).

Evolução

Desde sua inauguração, o DER foi o resposnável pela administração da Via Anhanguera. Entretanto, em março de 1976, o então governador Paulo Egydio Martins, reconheceu que, em virtude de demanda de tráfego e da importância da estrada no cenário da economia estadual, a Via Anhanguera precisa de tratamento especial. Com isso, publicou Decreto 7739, que concedeu, à epoca, à empresa Dersa Desenvolvimento Rodoviário S.A. o controle da Via Anhanguera.

Entre 1976 e 1998, a Dersa promoveu diversas melhorias, entre elas a contrução da Rodovia dos Bandeirantes – inagurada em 1978 – que passou a fazer parte do Sistema Anhanguera-Bandeirantes (SAB).

Em 1998, o governo paulista resolveu inovar e, por meio do processo de concessões, transferiu, em 1º de maio, o Sistema Anhanguera-Bandeirantes à iniciativa privada. Na ocasião, o Lote 1 foi vencido pelo Grupo CCR, formado pelas empreiteiras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, que deu origem à empresa AutoBAn, responsável até os dias de hoje pela operação do SAB.

O início

A primeira versão da Via Anhanguera, conhecida como Estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 quilômetros.

Em 1920, o então presidente do Estado, Washington Luís, determinou a aceleração dos trabalhos da São Paulo-Jundiaí e seu prolongamento até Campinas.

Na ocasião, foram contratados trabalhadores assalariados, que substituíram os presidiários. Foi a primeira estrada planejada e executada em função dos veículos motorizados. No ano de 1920, era iniciada a construção do trecho de Campinas até Ribeirão Preto.

São Paulo-Campinas, antecessora da Via Anhanguera, foi concluída em 1921, quando existiam, em todo estado pouco mais de três mil carros de passageiros e 100 caminhões.

Em 25 de janeiro de 1940, foram iniciadas, por meio do interventor federal Adhemar Pereira de Barros, as obras de construção da nova rodovia São Paulo-Campinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera.

Foi em 1953 que a segunda pista ficou pronta e a Via Anhanguera tornou-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do Brasil. Nove anos depois, começavam as obras de construção e pavimentação do novo acesso da Anhanguera a Campinas.

DIAS ATUAIS: Trecho da Via Anhanguera, no km 52, pista Sul, em Jundiaí, próximo ao entroncmento com a Bandeirantes.

Trechos concedidos da Via Anhanguera

AutoBAn: do km 11 até o km 158

Intervias: a partir do km 158 até o km 240

ViaPaulista: do km 240 até o km 318

Entrevias: do km 318 até o km 453

Dados históricos

  • 1936 – Plano Rodoviário elaborado pelo DER-SP classifica como fundamental para a manutenção do crescimento econômico do Estado a construção de duas rodovias, que deveriam se chamar Anchieta (São Paulo-Santos) e Anhanguera (São Paulo-Campinas);
  • 1937 – Estudo viário constata inviabilidade na aplicação de melhorias e aumento de capacidade da Estrada São Paulo-Campinas – decidido então a construção de uma rodovia inteiramente nova;
  • 25 de janeiro de 1940 –  Início das obras da Via Anhanguera;
  • 22 de abril de 1948 – Inauguração da Via Anhanguera, ainda apenas com a pista simples totalmente pavimentada entre São Paulo e Jundiaí;
  • 1950 – Entrega da primeira pista pavimentada entre Jundiaí e Campinas da Via Anhanguera;
  • 1953 – Entrega da duplicação da Via Anhanguera entre São Paulo e Jundiaí;
  • 1961 – Entrega da duplicação da Via Anhanguera entre Jundiaí e Campinas;
  • 1970 – Via Anhanguera já possui 420 km pavimentados de São Paulo a Ituverava, dos quais 152 km de pista dupla, de São Paulo até Limeira;
  • Agosto de 1999 – Inauguração da remodelação do trevo de Campinas, no km 92 da Via Anhanguera, entroncamento com a rodovia Santos Dumont;
  • 28 de janeiro de 2000 –Inauguração da nova ponte sobre rio Piracicaba, no km 130 da Anhanguera, com 115 metros de comprimento, entregue um mês antes do prazo inicial estipulado;
  • Julho de 2002 – Inauguração do trevo do km 120 da Via Anhanguera, em Americana, no acesso à Rodovia Luiz de Queiroz (SP 304);
  • 2003 – Inauguração do novo trevo do km 107 da Anhanguera, em Sumaré;
  • 2007 – Início das obras do Complexo Anhanguera, na chegada da rodovia à São Paulo, na Marginal Tietê, visando reduzir os altos índices de congestionamento observados principalmente nos horários de pico;
  • Julho de 2008 –Inauguração do trevo do km 103 da Anhanguera, em Campinas, com a construção de cinco novos viadutos, passagem de pedestre em viaduto com proteção de barreira de concreto, implantação de 1,5 km de pista marginal, de 9 alças direcionais, além do alargamento de viaduto existente
  • 13 de maio de 2010 – Inauguração de novos viadutos e pistas marginais entre os quilômetros 92 e 98 da Via Anhanguera (SP 330), em Campinas
  • Março de 2014 – Liberação ao tráfego de pista marginal do km 89 ao 92 da Via Anhanguera (SP 330), sentido Norte (Interior).
  • 25 de setembro de 2014 – Liberação ao tráfego de mais 23 novos quilômetros de pistas marginais, entre os 110 e 120 (pistas norte e sul) e 89 ao 92 (pista sul) da Via Anhanguera (SP-330).
  • 7 de maio de 2015 – Inauguração de implantação de terceiras faixas entre os quilômetros 128+000 ao 128+670 e km 140+000 ao 147+000 na pista sentido Norte (Interior) e do km 138+300 ao km 147+000 na pista sentido Sul (Capital).
  • 5 de maio de 2016 – Inauguração da implantação de terceiras faixas entre os 128 ao km 138+300 na pista sentido sul (interior-capital) e do km 128+670 ao km 140 na pista sentido norte (capital-interior).
  • Abril de 2016 – Início das obras do Complexo Viário de Jundiaí
  • Novembro de 2017 – Inauguração da primeira fase do Complexo Viário de Jundiaí, com a implantação de dois viadutos, ponto de ônibus e ampliações/ordenações nas vias marginais sentido sul.
  • Abril de 2018 – Inauguração da segunda fase do Complexo Viário de Jundiaí – com a implantação do novo Viaduto das Valquírias, na altura do km 58+900 da rodovia. Esta transposição, que liga as avenidas Osmundo Pelegrini e Jacyro Martinasso, resultou em uma nova interligação entre os bairros Medeiros, Eloy Chaves e Fazenda Grande ao centro de Jundiaí. Também foram realizadas melhorias nas vias marginais da rodovia, entre os quilômetros 58+400 e 60+200 da pista norte (sentido capital-interior) e construção de uma passarela.

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