Os 28 quilômetros da MT-407, a “Rodovia dos Imigrantes”, popularmente conhecida como “Contorno de Cuiabá”, deverão ser duplicados pela Odebrecht, no pacote da concessão da BR-163, cujo contrato foi assinado este mês pela presidente Dilma Rousseff.

De acordo com o estipulado em edital, no trecho não haverá praça de pedágio, beneficiando assim quem está na região Sul de Cuiabá e precisa se locomover para o Trevo do Lagarto, em Várzea Grande, por exemplo, ou vice-versa.

Atualmente, a pista é repleta de buracos, considerada um verdadeiro “queijo suíço”. Milhares e caminhões e carretas precisam passar pela rodovia diariamente e muitos motoristas estão preferindo trafegar dentro de Cuiabá e Várzea Grande. A rodovia está inclusa na duplicação, pois foi federalizada como BR-070, que nesse trecho coincide com a BR-163.

O edital da concessão prevê que haverá praças de pedágio antes e depois do contorno. Uma delas será no km 300 da rodovia federal, que fica entre os acessos ao Distrito Industrial de Cuiabá e ao Pascoal Ramos. A outra ficará no km 402, já no município de Jangada.

Estima-se que com a concessão da BR-163, a Odebrecht invista, durante os 30 anos de concessão, R$ 4,6 bilhões nos 850,9 quilômetros situados entre a divisa MT/MS e Sinop. O grupo vencedor ofereceu uma tarifa de R$ 0,02638 por quilômetro de rodovia – ou cerca de R$ 2,60 a cada 100 km rodados. Isso representa deságio de 52,03% em relação à tarifa teto do edital, que era de R$ 0,0550.

A concessionária deverá duplicar 453,6 quilômetros nos seguintes trechos: os 130 km da divisa MT/MS até Rondonópolis; os 28 km da Rodovia dos Imigrantes, além do trecho do Posto Gil, em Diamantino, até o entroncamento com a MT-220, em Sinop.

Já o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) vai duplicar 281,1 quilômetros: de Rondonópolis a Cuiabá e, do Trevo do Lagarto até Rosário Oeste. Trechos da Serra de São Vicente, o trecho que vai de Rosário do Oeste a Posto Gil e as travessias urbanas de Rondonópolis, Nova Mutum, Sorriso e Sinop já foram duplicados pelo Dnit.

A concessionária deverá fazer conservação e manutenção da rodovia até o final do contrato.

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